“Um crime perfeito” no Museu do Rádio de Santa Catarina

A peça “Um crime perfeito” é sobre um idoso rico, que tem problemas de saúde, e vai se casar com uma mulher muito mais nova que ele. Suspense, amor e traição fazem parte dessa história, que por ser contada no rádio fica muito mais interessante.

 [Por Luize Ribas ]

Nos tempos do radioteatro da Guarujá: em pé: Felix Kleis, Nazareno Coelho, Edgard Bonassis, não identificado e Manoel Passos. Sentados: Janine Lúcia, Lígia Santos, Aldo Silva, Cacilda Nocetti e Alda Jacintho.

Nos tempos do radioteatro da Guarujá: em pé: Felix Kleis, Nazareno Coelho, Edgard Bonassis, não identificado e Manoel Passos. Sentados: Janine Lúcia, Lígia Santos, Aldo Silva, Cacilda Nocetti e Alda Jacintho.

A apresentação, em 21 de março de 1985, da peça “Um crime perfeito” pelos radioatores que participaram do elenco original marcou a inauguração do Museu do Rádio Catarinense, projeto da estudante Cirley Virgínia para seu Trabalho de Conclusão de Curso. Com sonoplastia e interpretações ao vivo dos profissionais que apresentaram essa peça na Rádio Diário da Manhã na década de 1960, quem assistiu a inauguração do projeto pode perceber como essas produções eram feitas na época e a importância de se ter um projeto que recupere essa memória.

Infelizmente, depois de tantos anos para a retomada do projeto,  se tem dificuldades na localização de muitos materiais, e essa gravação, por exemplo, ainda não foi encontrada. No entanto, o roteiro original dessa peça, de 1963, estava identificado nos arquivos do Museu e quem tem curiosidade para saber como era um roteiro de novela para o rádio de 51 anos atrás já pode descobrir aqui.

“Um crime perfeito” é uma criação de Gustavo Neves Filho, conhecido escritor radiofônico de Florianópolis. Ele trabalhava no Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda (DEIP) junto com seu pai também jornalista. Aos 17 anos, passou a fazer parte da equipe da Rádio Guarujá, onde começou a escrever radionovelas. De locutor para roteirista, nos quase 10 anos que ali trabalhou, escreveu 15 trabalhos entre peças, contos e radionovelas.

Após um tempo afastado dos estúdios, Neves foi para a Rádio Diário da Manhã, em 1959, onde produziu 38 textos para radioteatro, incluindo “Um crime perfeito”.  Ao final de sua carreira, Gustavo Neves Filho já havia produzido 53 radionovelas, e é considerado um grande escritor ilhéu. No cenário de radioteatro da Capital, pode-se destacar a partir de 1960 a atuação da Rádio Diário da Manhã, que  teve um aumento no número de radionovelas  devido a falta desse tipo de produções na concorrente Guarujá, que havia perdido seus anunciantes dessa área.

A peça “Um crime perfeito” é sobre um senhor rico, que já tem problemas de saúde, e vai se casar com uma mulher muito mais nova. Seus amigos suspeitam que a moça esteja interessada pelo dinheiro do marido. Suspense, amor e traição fazem parte dessa história, que por ser contada no rádio fica muito mais interessante. Ficou curioso? Você pode ouvir a adaptação feita pelo curso de Jornalismo em 1992, com coordenação da professora Valci Zuculoto.

* Texto: Luize Ribas, aluna da 3ª fase do curso de Jornalismo da UFSC e bolsista do projeto de extensão “Museu do Rádio de Santa Catarina”.

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