O que ela tem que eu não tenho?

A resposta está no livro que a publicitária Luciana von Borries lançará na próxima quinta-feira, 11/8, a partir das 19 horas na Saraiva da Av. Madre Benvenuta (Shopping Iguatemi, terceiro piso) no bairro Santa Mônica, em Florianópolis. Antes de ficar roendo as unhas aí pelos cantos leia o que disse sobre o livro a colunista Ana Corina Faustino, editora do site Mãe de Cachorro também é Mãe: “Você não precisa ter a resposta para a perguntinha mais sem resposta já lançada por mulheres do mundo inteiro para se deliciar com os textos da Lu von Borries. Aliás, você não precisa nem ser mulher. “O que ela tem que eu não tenho?” é diversão garantida e ainda capta dúvidas, paranoias e questionamentos femininos que são praticamente – e muito provavelmente – universais. Temas e sentimentos que, pensando bem, podem ser masculinos também. Quem nunca lidou com ressaca moral, insegurança, negação, inveja, despeito, sarcasmo e tudo o mais que costuma vir no pacote das relações humanas mal resolvidas?  Em suma, certamente você não conseguirá evitar boas risadas ao ler o delicioso “O que ela tem que eu não tenho?” enquanto pensa “É bem assim!”.

A leitora (ou o leitor?) ainda quer saber mais? Acompanhe, então, o que a autora tem para dizer:
1.Como surgiu a ideia de escrever esse livro? Escrevo textos publicitários há mais de 17 anos e sempre tive vontade de ir mais longe. A primeira sementinha deste livro brotou em 2007, quando resolvi escrever um conto e mostrar pra amigos. A reação era sempre a mesma: as pessoas curtiam muito e pediam outro. Foi aí que surgiu a ideia de criar um blog para as mulheres, o Arquivo XX.?2.Como aconteceu o processo criativo?Eu sempre trabalhei muito e a correria era grande. Eu precisava de uma coisa que me obrigasse a escrever, caso contrário, acabaria parando por falta de tempo. O blog foi bom por isso. Afinal, depois que você cria o monstrinho, é obrigado a alimentá-lo. Se eu ficasse sem tempo de postar, os leitores me cobravam, me mandavam e-mails com sugestões de pautas e tal. Era muito gratificante.
3. Algumas pessoas serviram como fonte de inspiração para suas histórias?Tanto nas crônicas como nos contos, muitas pessoas me inspiraram. Acho que quem escreve está se abastecendo do mundo o tempo inteiro. E as pessoas, sem dúvida, são as mais ricas fontes de inspiração. A Isabel Allende fala no seu último livro “A soma dos dias” que não existe branco ou bloqueio de inspiração, mas “vazios de inspiração”. Na verdade, quando não temos ideias, estamos precisando viajar, conhecer lugares e pessoas novas. Enfim, se  “alimentar”.
4. Como foi a escolha das histórias que entrariam no livro? Você usou algum critério de seleção, como assunto, época ou modismos? O livro mistura contos e crônicas.Esta história de misturar ficção (conto) com crônica é uma experiência que eu inventei e a editora curtiu. Vamos ver no que dá. As crônicas foram pinçadas entre as mais comentadas do Arquivo XX e entre as que iam pra minha coluna na Versatille. São questões como amor, separação, ter filhos ou não, escolhas difíceis, envelhecer e muitas, muitas neuras da mulher moderna. Os seis contos que abrem o livro são pequenas estórias sobre mulheres, é claro. O que elas têm em comum? Acho que todas estão em busca de respostas sobre si mesmas, com muito bom humor, é claro.
5.Existe alguma que seja sua preferida?“A ladra” é um conto que gosto muito, talvez por ter sido um dos primeiros que escrevi. Entre as crônicas, a minha preferida é a “Princesas encantadas por estórias mentirosas”, que na época do blog foi um sucesso. E os homens curtiram muito. 6.Você se identificou com alguma personagem?Se um escritor disser que não tem nada, nadinha dele num personagem, está mentindo. Toda vez que você cria outra pessoa, empresta um pouquinho de você. Se não usar uma pitadinha das suas vivências, dos seus sentimentos, da sua infância, não vai ter emoção. E sem emoção o texto não tem graça. Nosso amado Mário Quintana já dizia: “nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão.” É por isso que com  70, 80 anos os escritores estão no auge da carreira. Exatamente porque adquiriram a bagagem e o conhecimento da alma humana necessários pra se escrever grandes estórias.
7.Como você acha que será a recepção do seu livro pelos públicos feminino e masculino?Quando lancei o blog, em 2007, achei que a receptividade seria exclusivamente feminina. Errei feio. Muitos homens acabavam acessando e postando comentários. Também algo curioso aconteceu: eu acreditava que escrevia pra mulheres da minha idade. Outra vez me enganei. O Arquivo XX tinha também leitoras na faixa dos 50, 60 anos, mulheres vividas, cheias de experiências.  Isso me deixava muito honrada. É difícil saber qual será a recepção do livro. O que eu posso afirmar é que ele foi escrito pra todos que estão dispostos a entender as mulheres e a rir bastante com as nossas inquietações.
8.Essa é a sua primeira obra. Como você se sente lançando um livro?Este livro está sendo uma grande alegria pra mim. Escrever estórias é uma delícia. É como entrar num universo sem limites de possibilidades. Estou muito feliz. Espero que este livro seja tão divertido para os leitores quanto foi pra mim.
– Faltou…
– Nanã, anã, está aqui: trecho crônica…
Sobreviva ao NatalTem gente que tem intolerância à lactose. Tem aqueles com intolerância a glúten. Eu tenho intolerância a Natal. Desde que saí da infância, comecei a sentir os sintomas: irritação de Papai Noel, alergia a engarrafamento de shopping e enjoo de Especiais da Globo. É claro que quando a gente tem cinco anos, o Natal é pura magia. Mas hoje, sinceramente, esse período pré-natalino me parece mais a véspera do fim do mundo. E é mesmo. O povo está todo na rua comprando mantimentos pra enfrentar uma guerra na qual vai faltar champanhe, frutas, peru, chester, castanhas e brinquedos para as crianças.

Categorias: Tags:

Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
Veja todas as publicações de .

Comente no Facebook

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *