Amor antigo de olho na capital

Posso estar chovendo no molhado, mas considero necessário informar ao leitor ainda não informado, que o título acima é o convite para um encontro com o jornalista César Valente.

fpolis288O César até criou esta “faixa”, digo, esse banner que está aí ao lado para identificar a série iniciada em oito de novembro de 1974, quando ele ainda era um jovem “foca” de 21 anos de idade no jornal O Estado, “O Mais Antigo”.  No artigo EU ME ORGULHAVA DE FLOPOLIS descarrega no primeiro parágrafo nada menos do que estas seis perguntas:

“Que tal se a gente não deixasse matar Florianópolis? Ou é preferível a morte? Vocês acham mesmo que sepultar Florianópolis sob montanhas de concreto (nem sempre útil e nem sempre esteticamente atraente) não é matar Florianópolis? Derrubar conjuntos de casas “velhas”, destruir ruelas características e originais, essas coisas, não é matar Florianópolis? Arrasar com a vegetação dos morros, deixando só as pedras, balançando a cada vento sul, não é suicídio? Não é muita vontade de querer entrar nos noticiários internacionais pela porta das tragédias, desabamentos, avalanchas e afins?”

Nem precisa ter bola de cristal para prever que as perguntas, feitas há 40 anos, continuam incólumes – se adjetivo for de difícil digestão – digamos que elas continuam virgens, porque intocadas, ignoradas, menosprezadas e – para arrematar – desprezadas.

É tarde, eu sei, mas Inês ainda vive. Afinal, você aí está de corpo presente, o Cesar, idem e eu também. Por isso, e mais dezoito razões que me arrogo o sagrado direito de escamotear, deixo-lhe, paciente leitor, o convite para adentrar às portas do www.deolhonacapital.com.br e saborear, direto na fonte, como é gostoso viver “Num pedacinho de terra”, como disse o Poeta Zininho e nós assinamos em baixo. Foto: Cesar Valente/Palhares Press.

ponte1

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