Como se diz nos bares, esta é a saideira, não é a última

Há um ano e seis dias, iniciávamos a publicação, em forma de crônicas semanais, do livro “Ilha do Meu Som”, do músico e compositor Márcio Santos.

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Hoje, depois de quarenta e duas semanas, estamos encerrando esta série que esperamos possa continuar com novos escritos do autor.

A seguir,  a narrativa da viagem à Capital do Amazonas e suas apreciadas aventuras.

No dia seguinte, saímos do hotel em direção ao local da apresentação, sentimos o local, e depois fomos as compras. Miro comprou uma guitarra, Aldo um violão Ovation,  e eu um pequeno sintetizador e realmente os preços eram absurdamente baixos. Pensamos: se tirássemos um dos três primeiros lugares, voltaríamos à Zona Franca para comprar mais.

Dia da apresentação, casa cheia, ótimas músicas e excelentes músicos de todos os pontos do Brasil. Havia dois teclados no palco, e conseguimos regulá-los como queríamos. Estava tudo de acordo e seria uma bela apresentação. Seria! Como um teclado (Waltamir) começava com ruídos de selva, não houve problema quando entraram violão e baixo. Porem, quando Miro entra com seu teclado (harmonias), vimos que este estava com afinação diferente (o grupo anterior baixou em meio tom, talvez pra sacanear) e, até achar como trocar o tom, o vexame já estava feito. E sem aquele teclado, toda a idéia do arranjo foi pro pau e meses e meses de ensaios perdidos.

É claro que não ganhamos premio nenhum, mas foi um belo passeio. Pelo menos conhecemos Manaus e compramos os instrumentos que queríamos. Depois deste evento, pensei em quebrar meu sistema de fazer bandas com amigos músicos, criando uma nova, com sangue jovem, dinâmica, e que aceitasse projetar uma meta e não se desviasse dela para caminhos alternativos posteriores.

Continuei a compor, solo ou com parceiros, já dentro na nova filosofia. Minha maior veia criativa se projetava nas viagens que fiz pela Caixa Econômica pelo interior do Estado, quando substituía colegas em férias ou licenças. O Capuchon 80 consumira muito de minha paciência e os problemas com minha separação conjugal me induziram a pensar em dar um tempo de Floripa, viajar um pouco, conhecer pessoas e países, meu sonho de adolescente. Além do mais, mesmo com pouco rock & roll, estava muito envolvido com mulheres e drogas, e queria mudar de vida, assumir mais o avanço da idade, porém, com  energia e novidades. Comecei a armar meu plano de conhecer a Europa, aproveitando os dois anos de licença sem vencimentos que a Caixa concedia. Previa a eleição de Fernando Collor para presidente, o que já me arrepiava.

Depois de muito pensar, resolvi convidar um bom violonista para me acompanhar na viagem, já que nunca fui bom instrumentista e pensei em Mauro Montezuma, amigo compositor e craque nas harmonias, que estava no Rio de Janeiro, sua cidade natal, mas com muita vontade de vir novamente para Floripa. Mas isso já é outra história.

Agradecimentos e Créditos As fotos constantes neste livro são de várias autorias, algumas desconhecidas, outras enviadas por amigos pela internet, outras de Nelson Magalhães, Zino Silva, dos portugueses João e Nuno, de alguns amigos com minha câmera, jornais locais e amigos circunstanciais.

As fotos dos Snakes foram cedidas por Waldir Pessoa. Todos as liberaram para constar neste livro. As fotos de guitarras e amplificadores foram digitalizadas na revista “Toque”, da Editora rioGráfica.

Matérias jornalísticas digitalizadas foram captadas nos jornais “O Estado” e “Diário Catarinense”. Agradeço a todos eles, inclusive aos personagens deste relato ilustrado, cuja participação em minha vida musical foi essencial para chegar aonde cheguei. Dentre eles, destaco meu avô – Manoel José dos Santos; meus pais apoiadores – Odanyr José dos Santos e Hely Lourdes Tonelli Santos – que, a principio, foram contra minha escolha da profissão artística, mas que depois foram grandes apoiadores; meus tios Odney, Ceia, Orivaldo e Emiliano Santos, por suas influências musicais diretas e/ou indiretas; meus filhos Mark, Maira e Renan por sua compreensão em me dividir com a vida artística; os amigos Paulo Antonio dos Santos e Zuvaldo Ribeiro pelos primeiros acordes que me ensinaram e que acenderam minha intenção de ser músico; e a todos os ex-colegas de bandas, como Aldo Bastos, Miro Preis, Jorge Serafim, Nelson Magalhães, Nilo Aguiar, Joel Nunes, Vinícius Lisboa de Abreu, Roberto Isidro Costa, João Carlos da Silva, Ney Platt, Jimi Santos, meu filho Mark Cedric Tonelli Santos, dentre outros, que me proporcionaram desenvolver e acentuar o gosto por grupos musicais. A todas as mulheres com quem compartilhei minha vida e que sempre me deram uma “força” principalmente à minha companheira atual, Maria Salete Mattos, com quem divido hoje nos palcos da vida.

Não poderia deixar de citar amigos que estão n’outro plano, como Cirineu Martins, Reinaldo Moreira, Luiz Alves da Silva (Culica), Carlos Andreti (Ringo), Marinho Noronha, Osmar Pizzani, Antonio Cabrera, Marcio Correia, Telêmaco e Sergio Siridakis que tiveram direta ou indiretamente, influência em minha vida artística. Para editar este livro, contei com a supervisão, lembranças e estímulo de Décio e Gian Bortoluzzi, Alzemi Machado, Paulo Mazzola e Donato Ramos. Enfim, a todos que, de uma forma ou outra, participaram de minha cruzada pela música local, cerceando ou apoiando, criticando ou elogiando. Foto: Márcio Santos no coreto da Praça XV de Novembro/AS. Acervo Caros Ouvintes.

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