PesquisaVeja Fake News

83% dos brasileiros temem compartilhar mentiras na Internet, mas 45% não sabem o que são fake news

A revista VEJA divulgou na sua edição desta semana (17/01) uma pesquisa realizada pela consultoria Idea Big Data que revela o comportamento dos Brasileiros com relação as Fake News, as notícias falsas.

fake news pesquisa

Segundo o levantamento, 83% dos entrevistados temem compartilhar notícias falsas em suas redes sociais e grupos de whatsapp. A pesquisa ouviu, por telefone, 2004 pessoas entre os dias 9 e 10 de janeiro em 37 cidades de cinco regiões do país. Em Santa Catarina, moradores de Florianópolis e Joinville foram entrevistados.

Uma das tendências encontradas na pesquisa mostra que o cuidado em confirmar a veracidade das informações varia de acordo com a renda e a idade dos entrevistados. Nas classes mais altas, A e B, 52% e 46% afirmam checar (muito ou sempre) se as notícias que divulgam em suas redes são reais. Esse percentual cai para 24% e 13%, nas classes D e E.

Considerando-se o total dos entrevistados, sem levar em conta os níveis de renda específicos, 63% das pessoas ouvidas afirmam não se preocupar em checar a veracidade das notícias antes de compartilhá-las, afirma a reportagem da Veja. Outro dado preocupante é o número de pessoas nunca ouviram falar em Fake News, 45% dos brasileiros.

Casos Recentes

Na última semana, em Florianópolis, imagens de um jacaré ganharam as redes sociais como se o caso tivesse relação com as chuvas que castigaram a capital catarinense. Era uma Fake News clássica, a imagem original foi feita no Texas, no Estados Unidos, quando a passagem do furacão Harvey em agosto do ano passado fez os animais invadirem as ruas. Descontextualizada, a imagem foi compartilhada por muitos catarinenses como se tivesse relação com a chuvas na Ilha de Santa Catarina.

jacaré em Floripa

Também recentemente, no último fim de semana, um alerta de que mísseis poderiam atingir o arquipélago do Havaí, no Oceano Pacífico, provocou tumulto entre moradores e turistas do local. Quase 40 minutos depois a informação foi desmentida, mas uma apuração ainda está em curso para saber se o alerta foi divulgado por um engano, ou se o caso também está associado a ação de pessoas que querem disseminar a desinformação através das Fake News.

(ACAERT 16/01/2018)

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