A análise do rádio de hoje

Em 2007 dei uma entrevista para a Job, revista produzida por estudantes de Comunicação Social da FURB (Blumenau/SC), falando sobre o meio rádio nos dias de hoje. Acho interessante reproduzir aqui algumas partes dessa entrevista:

Job – Como você vê a experiência de trabalhar em rádio para sua carreira profissional? Pretende continuar nessa área?

Watson – Trabalhar com locução em rádio é uma grande vitrine profissional. A partir daí, abrem-se novas oportunidades. Eu pretendo continuar trabalhando na área, mas talvez nos “bastidores”, criando, produzindo e gerenciando.

Job – Como  você descreveria a importância do meio rádio para a publicidade em nossa região?

Watson – É  o de melhor custo-benefício. Atingimos todas as classes sociais, desde as pessoas mais atarefadas, que fazem várias coisas enquanto ouvem rádio, até os analfabetos e aquelas que não tem acesso a TV e internet. Com uma incrível rapidez, em poucos minutos depois de redigido, um texto comercial já pode estar no ar.

Job – Como  você vê a relação rádio/agência e rádio/cliente direto?

Watson – As  agências e clientes diretos estão percebendo a importância de anunciar no rádio, mesmo assim ele ainda é tratado como o “patinho feio” das mídias. O anunciante acha que tudo pode. As pequenas agências também se aproveitam desse “pré-conceito”. Como o produto final do rádio é fácil e rápido para ser produzido, procura-se sempre dar um jeitinho para não pagar pela produção. São poucas as agências que encomendam a produção do material a um estúdio de áudio e enviam posteriormente para as rádios, diferenciando assim o comercial do seu cliente dos demais spots gravados na emissora.

Job – Quais  as maiores dificuldades encontradas no dia-a-dia deste veículo de comunicação?

Watson – Há  uma falta de união entre as emissoras e até mesmo entre os funcionários de uma mesma rádio. Sempre tem alguém querendo se destacar dos demais. É cada um puxando para o seu lado, ao invés de puxar juntos para o mesmo lado. Outra dificuldade na região é a falta de profissionais qualificados. Existem muitos “aventureiros” no meio. O nível de formação é bastante baixo, seja na locução, produção, departamento comercial e até na administração.

Job – Quais  as perspectivas para a mídia rádio em nossa região (Vale do Itajaí, SC)?

Watson – Nossa  região é privilegiada em relação ao número de emissoras de rádio comerciais. Essa concorrência faz com que as emissoras se aperfeiçoem cada vez mais. Quando o ouvinte ganha uma rádio mais organizada em termos musicais e promocionais, conseqüentemente, o anunciante também ganha. É uma pena que no Brasil as agências de propaganda ainda destinam uma pequena parte de sua verba total ao veículo rádio, mas agências de nossa região estão percebendo que aos poucos ele está se qualificando e que se bem utilizado, traz ótimos resultados.
* Watson Zucco Weber é publicitário, especialista em Rádio e TV, autor do livro “Você Nunca Ouviu Nada Igual”. Blog: http://vocenuncaouviunadaigual.blogspot.com

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Por Watson Zucco Weber

Formado em comunicação social e propaganda e tem pós graduação em novas mídias, rádio e TV pela FURB – Fundação Universidade Regional de Blumenau. É locutor, redator e produtor de áudio para TV e Rádio, publicitário e professor. Autor do livro “Você nunca ouviu nada igual, publicado em 2008.
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