A atriz do Brasil

Na noite passada, Fernanda Montenegro comemorou seus 80 anos provando novamente a inquietação e a insegurança que a tomam cada vez que sobe ao palco, por mais que seis décadas tenham se passado desde que experimentou essa sensação pela primeira vez.

Dos primeiros passos como interprete, no fim dos anos 40, ainda atendendo pelo nome de Arlette Pinheiro na Rádio MEC, ao monólogo que atualmente ocupa seus fins de semana, Viver Sem Tempos Mortos, foram incontáveis papéis, que ajudaram a moldar a história da dramaturgia brasileira no teatro, na televisão e no cinema.

Fernanda começou adolescente, o imaginário habitado pelas narrativas hollywoodianas que via no cinema. Na Rádio MEC, se tornou apresentadora e escolheu o nome sob o qual se consagraria. Cercada de livros e músicas, que a enriqueciam culturalmente, cultivou sua primeira ferramenta como atriz: o domínio da voz. “Ela tem uma expressão vocal impactante. Em todas as atuações, consegue uma gama e uma modulação de sentimentos. É uma voz que passa imagens, e isso é muito forte”, observa a crítica de teatro Tania Brandão. Leia matéria completa de Luciana Romagnolli no Caderno G da Gazeta do Povo de Curitiba.

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