A comunicação em Chapecó vira livro

Um dos principais municípios do Oeste de Santa Catarina passa a ter em livro parte de sua história na área de comunicação. Foi lançado “Pioneiros da Imprensa de Chapecó: histórias de vida e trajetórias profissionais”, que leva a assinatura das jornalistas Greizi Cristina Ciotta e Luciane do Valle.
Por Ricardo Medeiros

A obra é resultado da monografia de conclusão de curso da dupla, que se formou pela Universidade Comunitária Regional de Chapecó (Unochapecó). Através da história oral as jornalistas registraram a carreira de seis personalidades ligadas ao rádio e ao jornalismo impresso.  Foram colhidos para o trabalho os relatos de Elza Winck, Romeu Roque Hartmann, Celso Nunes Moura, Amílton Martins Lisboa, Alfredo Lang e Dino Patussi.  O livro tem o selo da Editora Insular e da Associação Catarinense de Imprensa-Casa do Jornalista.
A família Bohner teve papel preponderante na condução da Rádio Chapecó, a primeira emissora da cidade, fundada em 23 de outubro de 1948. A estação foi adquirida pela família em 1954 através de Francisco Norberto e Augusta Bohner. Com a morte do pai, José Francisco Bohner, o Zeca, assumiu a emissora, logo aos 22 anos de idade. Hoje é diretor da rádio AM e da Antena 1 FM.
O outro personagem, Elza Winck, era responsável por cuidar dos aparelhos transmissores da Rádio Chapecó. O marido dela, Nilo Winck, foi durante muito tempo repórter policial. É dele a frase: “se não queres que apareça, não deixes que aconteça”.
Romeu Roque Hartmann, o “Roque da Radia Veia”, comandou os programas “Rosário em Família” e “Galpão da Querência”.  São 44 anos dedicados ao rádio.
Celso Nunes Moura iniciou no rádio em 1958. Transmitia de tudo um pouco. Fez transmissões de missas, casamentos, corridas de cavalos e futebol.  Apresentou também programas de calouros, a exemplo de “À Procura de Valores”. 
Amílton Martins Lisboa foi repórter e a neve que caiu na região em 1964 foi uma das coberturas que o marcou. Foi ainda responsável por diversos programas na Rádio Chapecó. Depois se dedicou à administração da emissora.  
Alfredo Lang formou-se em Direito. No entanto, a veneração pelo veículo rádio falou mais alto.  Implantou em Chapecó emissoras de rádio e televisão. Também participou em 1977 do jornal Semanário Correio do Sul.
Dino Patussi foi correspondente do Correio do Povo (Porto Alegre) e do Jornal de Santa Catarina (Blumenau). Foi jornalista também nos três primeiros jornais de Chapecó: A Voz de Chapecó, O Imparcial e Jornal do Povo.
 


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Por Ricardo Medeiros

Doutor em Rádio pelo Departamento de História da Université du Maine (Le Mans, França). Radialista, jornalista, escritor e professor de rádio do curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina e assessor de imprensa da Prefeitura de Florianópolis. É um dos fundadores do Instituto Caros Ouvintes.
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