A comunicação, pulmão da sociedade

* Dirceu Cardoso

No passado, quando surgiu o rádio, alguns pensaram que o veículo eletrônico, de alta versatilidade fosse capaz de “matar” o velho e tradicional jornal. No surgimento da televisão temeu-se pelo jornal e pelo rádio e agora, com a proliferação das mídias baseadas na internet, as supostas vítimas seriam o jornal, o rádio e a televisão. As muitas décadas de avanço midiático comprovaram que um veículo ou sistema não prejudica ao outro. Pelo contrário, são complementares e se fortalecem. Mais importante do que o meio ou formato é a qualidade de quem o opera, seus jornalistas, técnicos e empreendedores. Quando são comprometidos com a verdade e o bem-estar social, são capazes de grandes trabalhos, tanto no jornal quanto no rádio, na TV, na internet ou em qualquer outro meio disponível.

Os estudiosos de comunicação há muito vaticinam que o PIB (toda a renda gerada) mundial de comunicação ainda tornar-se-á maior do que todo o resto da economia. A abordagem gera muita discussão e controvérsia, mas é preciso entendê-la no seu sentido amplo. É a comunicação que possibilita a existência de todos os demais processos sociais.

A educação é a base de sustentação social, mas ninguém pode ignorar que ela se processa através da comunicação entre produtores, mestres e alunado. A justiça se faz através de leis que são simples comunicações daquilo que a sociedade, através dos governos e parlamentos, montou para regular a vida orgânica. E a comunicação propriamente dita vai desde a placa da rua, a bula do remédio, o bilhete ou carta que se escreve até as grandes e sofisticadas obras literárias. Tudo depende da comunicação que, vista nesse formato, certamente já não causa tanto espanto volumétrico às pessoas.

A comunicação social ou meios de comunicação de massa – jornal, rádio, TV, internet e outros – constituem apenas a parte mais visível, reconhecida do processo comunicativo, que formam a chamada “aldeia global”, entendida por muitos, no passado, como simples frase de efeito. Os novos meios, composto pelas mídias e pelos canais eletrônicos de comunicação, deram existência prática à tal aldeia. Hoje, tudo o que acontece num lugar é sabido no outro lado do mundo em questão de minutos. Resultado da somatória de tecnologia com os processos midiáticos que desfrutam o ambiente técnico criado.

No entanto, a discussão sobre quem ocupará o lugar de quem, é tão velha e ineficiente quanto a de quem teria nascido primeiro, se o ovo ou a galinha. Pouco importa, se todos estão aí para cumprir seu papel. O bom e velho jornal, que proporciona a informação sedimentada e mais definitiva segue firme enquanto rádio, TV e mais recentemente a internet, disponibilizam as primeiras notícias praticamente em tempo real. Tudo se completa e a sociedade é a grande beneficiária. A internet tem ainda o especial condão de conduzir, por seus canais, tanto o jornal, quanto o rádio e a TV por áreas onde esses veículos não conseguiam chegar pelos próprios meios. Tempos de globalização. É como disse, recentemente, um grande editor: Mesmo que acabe o papel, o jornal, a revista e o livro não deixarão de existir, pois os jornalistas, escritores ou pensadores haverão de encontrar um meio, possivelmente eletrônico, para a publicação do seu conteúdo…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da ASPOMIL (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo)

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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