A Copa das selfies

MILTON – Bom dia, Ethevaldo, como vai?

ETHEVALDO: Bom dia, Milton, bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

MILTON – Ethevaldo, como tem sido o uso da internet, dos celulares e das telecomunicações até aqui nesta Copa do Mundo?

ETHEVALDO: Muito bom. Apesar de todos os atrasos nas obras civis, não houve até aqui maiores problemas para a internet e as telecomunicações. E eu tenho os primeiros números sobre o uso dos smartphones e da internet até aqui, Milton.

MILTON – E que números são esses?

ETHEVALDO: São os números de fotos, as selfies.

É impressionante, Milton. Nos 48 jogos da fase de classificação da Copa do Mundo, foram enviadas 32 milhões de fotos pelas redes de telefonia móvel instaladas nos estádios, segundo levantamento do SindiTelebrasil, o sindicato das operadoras de telecomunicações.

MILTON – Dá para fazer alguma comparação com as Copas anteriores?

ETHEVALDO: Dá, Milton. Há quatro anos, na África do Sul, o número de fotos transmitidas foi muito menor, até porque as tecnologias de 3G e 4G estavam bem menos desenvolvidas no mundo e, em especial, na África.

Nesse aspecto, esta copa já pode ser considerada como a “Copa das selfies”, já que 6 mil fotos foram envidadas por minuto, na primeira hora das partidas.

Nos 48 jogos realizados até o dia 26 de junho, foram feitas 2,8 milhões de ligações telefônicas e 31,7 milhões de comunicações de dados.

MILTON – Em que estádio e em que partida, foram transmitidas mais fotos?

ETHEVALDO: Foi no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, na partida entre Brasil e Camarões, no dia 23, em que os torcedores enviaram 1,6 milhão de fotos nas redes sociais.

Em segundo lugar, aparece a partida entre Bélgica e Rússia, disputada no dia 22, no Maracanã, em que os torcedores enviaram 1,5 milhão de fotos.

MILTON – Esse desempenho das telecomunicações nos estádios da Copa foi surpresa para você?

ETHEVALDO: Foi, Milton, porque a instalação dos sistemas de telefonia celular e de redes Wi-Fi foi feita na correria final. Nem o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acreditava que as redes 3G e 4G pudessem funcionar razoavelmente.

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