A disciplina a quem se ama

Disciplina é uma palavra mal compreendida por muitos. Talvez quem não goste dela a assimile a uma “ditadura”, a imposições sem direito a escolha, tortura, maus tratos e por aí vai. Nada disso; disciplina tem haver com educar, ensinar, corrigir. Um pai ou mãe, por exemplo, devem ser educadores de seus filhos e não os professores. O Fantástico nos dois últimos domingos mostrou “reformatórios” nos Estados Unidos tanto para crianças e para adolescentes. Em ambos os pais é que enviam os filhos indisciplinados para lá, e pagam caro por esse “serviço”.

Na primeira reportagem apareceram crianças com idades entre 10, 12, 14 anos mais ou menos. A gurizada não tem moleza e não para por aí. São tratados aos berros sempre que necessário e com muitos exercícios físicos, até mesmo tarde da noite. O que mais me surpreendeu foi o resultado de uma pesquisa feita pelo Fantástico na mesma noite. A pergunta era: Se houvesse “reformatórios” como aqueles no Brasil quantos pais mandariam seus filhos para lá? Incrível, 86% dos que participaram da pesquisa disseram que sim, que mandariam seus filhos para lá caso não se comportassem bem. Duvido. Pais que nem sequer ensinam os filhos a jogar lixo na lixeira.

Não ensinam a chamar os mais velhos de senhor ou senhora. Não comparecem as reuniões escolares. Acham bonitinhos os filhos repetindo letras de músicas que nem no rádio deviam estar rodando. Agora vem dizer que mandariam os filhos para um reformatório. Filhos são educados em casa, com amor, exemplo e disciplina. Mas para esses que têm filhos nessas condições eu gostaria que os pais fossem para o tal reformatório, quem sabe eles, os pais, ainda aprendam. Se acharem que não, então também não funciona com os filhos. A disciplina se dá a quem se ama.

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