A segmentação de público mostrou ser a saída para o futuro

Um grande abalo sofrido pelo rádio, ocorreu quando chegou a televisão. O novo veículo tomou conta das atenções e levou a maior parte do bolo publicitário. Na época, alguns analistas apressados, chegaram a prever o fim do rádio. Mas não foi isso que aconteceu. O radinho de pilha pendurado nos tapumes de construções, na cerca da roça e nos lugares mais remotos, garantiu ao rádio sua condição de veículo com maior capacidade de atingir o grande público. Essa expansão do universo de ouvintes, no entanto, não repercutiu no faturamento, que sempre esteve abaixo da importância do veículo, que por falta de dinheiro, abriu mão dos padrões de qualidade para garantir a sobrevivência.
Esse cenário de pobreza que se formou com o exagerado aumento de emissoras de rádio e a concorrência da TV, obrigou as grandes empresas do setor a procurar novos caminhos  para sobreviver.

As programações passaram a ser segmentadas, cada emissora procurando um público especifico, outras fazendo um verdadeiro arrastão para juntar na sua audiência todos os segmentos. Umas optaram por programação exclusivamente para jovens, outras foram buscar os apaixonados pela música sertaneja e poucas se dedicaram ao jornalismo.

Um dos casos de maior sucesso foi a CBN, que inaugurou a fase do rádio com programação exclusivamente jornalística 24 horas por dia.
A iniciativa mostrou que a segmentação de público ouvinte, seguida por várias empresas, era a opção que abria melhores perspectivas para um futuro mais garantido. Poucas foram as que se mantiveram dentro dos padrões estabelecidos desde o início de suas atividades.

Um dos melhores exemplos em Curitiba é o da Rádio Ouro Verde que se manteve musical, sempre atualizando sua programação ao gosto do ouvinte. Dirigida por um dos mais brilhantes radialistas da história da nossa radiofonia, João Lídio Seiler Bettega, a Rádio Ouro Verde foi das poucas em Curitiba que se manteve fiel a seu público original.

(do livro Sintonia Fina – JamurJr)

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