A simplicidade na Publicidade de rádio ainda é o caminho da sabedoria. Como era há 50 anos.

O creme Rugol era um grande sucesso de vendas na década de 50 do século 20. E o rádio, por sua vez, disputava com o jornal o primeiro lugar no ranking de importância como mídia de massa. A Televisão, inaugurada em 1951, dava os seus primeiros passos. Mas, sem saudosismo, é preciso reconhecer que as peças publicitárias de rádio naqueles tempos brilhavam principalmente pela simplicidade.
 Por Chico Socorro

É preciso reconhecer, as coisas mudaram muito na publicidade brasileira nos últimos 10/15  anos. Para falarmos apenas da mídia eletrônica (brevemente digital), além do amadurecimento da Televisão, agora estamos vivendo o desabrochar de uma nova mídia que é a Internet. Para a qual, diga-se de passagem, por enquanto, a publicidade ainda não encontrou o formato e a linguagem adequados. É claro que o consumidor mudou. Entre essas mudanças, ele desenvolveu novos hábitos em relação ao  consumo de mídia. E é óbvio também que vivemos uma aceleração de tudo. As coisas acontecem com uma rapidez que a maioria de nós não tem como acompanhar. É comum hoje o jovem  pesquisar algo  para seus estudos na Internet e ouvir uma música no rádio, tudo ao mesmo tempo. Isso quando ele não está ligado numa terceira coisa… Ninguém tem tempo para nada. As pessoas não conseguem se concentrar em nada.
Resumindo, num mundo cada vez mais complexo, o que todos querem e precisam é de simplicidade. O que não quer dizer simplismo. Mais do que nunca precisamos voltar às mensagens simples, claras e bem direcionadas.
O Rádio tem sido, historicamente, a mídia mais popular. Daí também a necessidade de mais clareza ainda em sua comunicação publicitária. O que se nota, no entanto, é que muitas mensagens veiculadas no rádio atualmente ou são   “gritadas”, sinal dos tempos, ou contem partes  incompreensíveis para a  maioria das pessoas. Ou então, elas não se fixam numa idéia, diluem a mensagem em 3 ou 4 idéias.
Para ilustrar essa nossa tese da necessidade de ser simples no rádio, buscamos um exemplo da década de 50 do século passado.
Muitos dos Caros Ouvintes  da Melhor Idade, principalmente as mulheres, certamente se lembrarão de um jingle antológico.
Trata-se do jingle  do Creme Rugol. A simplicidade começa pelo nome. Nada mais explícito do que esse nome para dizer para que serve o produto.
 
Essa peça publicitária, ainda  hoje gostosa de ouvir, contém uma única idéia, a idéia de que o creme Rugol contribui para a beleza feminina.
 


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Por Chico Socorro

Publicitário, nasceu em São Paulo e veio para Santa Catarina no final da década de 1970 para implantar e gerenciar o setor de comunicação e marketing da Cia Hering de Blumenau. Chico Socorro é consultor independente de comunicação e marketing para as áreas de licitações públicas e prospecção de novos negócios.
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