A TV Pública no Brasil

A TV pública no Brasil, tão alardeada pelo Presidente Lula como alternativa à TV aberta parece que ainda não decolou e não há sinais consistentes de que vá decolar.

A demissão do diretor de Programação e Conteúdo da TV Brasil, Leopoldo Nunes, no último dia 24 e o afastamento de seus assistentes são indícios do desajuste da empresa estatal e a ponta de um iceberg cujas dimensões se desconhece.

A justificativa da EBC é a insatisfação com a gestão de conteúdos realizada até agora pelo diretor demitido. Segundo a EBC a TV BRASIL busca melhorar sua programação e se reserva o direito de substituir e admitir diretores.

O substituto ainda não foi escolhido, mas não deve ser alguém suficientemente competente para exercer tal função porque os critérios para escolha são políticos. Quem indica é muito importante. Já o indicado pode não ser exatamente competente, mas deve ter boas ligações políticas.

Assim, não se viu ainda um planejamento profissional à altura de uma TV Pública, cuja referência sempre é a BBC de Londres. O atual jornal é terrível, apesar do bom conteúdo. É mal feito, os apresentadores batem cabeça o tempo inteiro e a estrutura é antiquada.

Seria bom que o jornalista Franklin Martins, responsável pela implantação do projeto tivesse a suficiente coragem de tomar a frente do processo e elaborasse, em companhia de profissionais competentes contratados a dedo pela competência e não pelo apadrinhamento, uma programação de qualidade, baseada em pesquisas e colocasse no ar uma grade inovadora, atrevida, ousada, bem feita, mais próxima das pessoas, com atrações mais criativas.

Enquanto isso não acontecer, vamos continuar tendo uma TV Pública sofrível e cara, paga pelos contribuintes que não a assistem.

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