A VARIG FOI VENDIDA PARA A GOL POR US$ 320 MILHÕES

Qual terá sido o valor da marca nessa transação e o que isso tem a ver com Rádio?
Todos sabem que a construção de uma marca envolve vários fatores. No caso da Varig, a qualidade do serviço prestado ao longo de seus 80 anos de vida certamente representa o fator principal. Mas um “insumo” relevante, crucial mesmo na construção da marca é, sem dúvida, a propaganda. No caso da Varig, essa verdade é histórica e inquestionável. E o papel do rádio e do áudio nessa história  é incalculável.
 Por Chico Socorro

A notícia de maior repercussão no mundo empresarial brasileiro na última semana foi a venda dos ativos da Varig para a sua até então concorrente Gol. E isso numa semana em que outras duas notícias de grande repercussão ocuparam espaço generoso na mídia: o novo e mais grave “apagão” aéreo e a viagem do Presidente Lula aos Estados Unidos e seu encontro cm Bush.
A Varig viveu, nos últimos anos, uma longa agonia e que só terminou em julho do ano passado quando ela – rebatizada como a Nova Varig, foi comprada pela VarigLog. Somando a essa longa crise o seu desgaste natural na crise do apagão, seria impossível que a sua imagem não sofresse um processo de corrosão.  Mas, mercê de uma história empresarial singular em que a empresa ostentou durante décadas uma imagem muito superior a de seus concorrentes, a marca Varig sobreviveu quase que intacta.
Uma história que tem uma vertente de comunicação antológica.  Para falar de construção de Marca, cito uma frase do publicitário Renato Castelo Branco, considerado um dos pais da propaganda brasileira: a construção da imagem de uma empresa é como a construção de uma casa – feita tijolinho por tijolinho. E esse tijolinho, na visão dele era, sobretudo, a propaganda, ética, agradável, eficaz, veiculada ano após ano.
No caso da Varig, todos sabem que o meio rádio, o áudio, teve um papel estelar na construção de sua marca. Uma marca que vale dezenas de milhões de dólares.
A Varig conquistou em nosso País uma imagem que envolve sentimentos de brasilidade, cordialidade, confiabilidade, excelência no atendimento e outros quesitos e que se transformou após 80 anos de vida num verdadeiro ícone.
Indagado sobre a manutenção da marca Varig, o catarinense Tarcísio Gargioni, vice-presidente de Marketing da Gol , ex-aluno da ESAG, afirmou ao jornal DC: “nosso plano é manter a marca. E mais do que manter é fazer a estrela brilhar novamente. Fazê-la crescer, se modernizar com os sistemas eficientes de gestão.
Aplicar [na Varig] o modelo que deu certo na Gol”.  Entre as centenas de peças publicitárias – jingles, spots e trilhas sonoras de comerciais de TV criados e produzidos existe um jingle inesquecível. Exatamente aquele que fala da Estrela Varig.
Estrela brasileira no céu azul: VARIG
Jingle criado em 1960 pelo paulistano Caetano Zamma, um dos integrantes do grupo paulista de Bossa Nova, ao lado de Johnny Alf, Agostinho dos Santos e Maysa. Ele compôs cerca de 150 músicas. Mas, o jingle de Natal de 1960 da Varig, apesar de seu caráter publicitário, é a sua canção mais conhecida, gravada originalmente por Clélia Simone.
A vitalidade e a atualidade desse jingle podem ser comprovadas pelo fato de que o mesmo foi regravado, com Jorge Benjor nos vocais e ressurgiu no Natal de 2005.
Letra original:
Estrela das Américas no céu azul
Iluminando de Norte a Sul
Mensagem de amor e paz
Nasceu Jesus chegou o Natal
Papai Noel voando a jato pelo céu
Trazendo um Natal de felicidade
E um Ano Novo cheio de prosperidade
Assinatura: Varig, Varig, Varig.
Link Relacionado:
 Clique aqui para ouvir essa peça rara em versão do Coral Ruben Berta


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Por Chico Socorro

Publicitário, nasceu em São Paulo e veio para Santa Catarina no final da década de 1970 para implantar e gerenciar o setor de comunicação e marketing da Cia Hering de Blumenau. Chico Socorro é consultor independente de comunicação e marketing para as áreas de licitações públicas e prospecção de novos negócios.
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