ACI 40 anos, Dakir e outras lembranças

Li e analisei com muito carinho a tua (do site Caros Ouvintes) atitude de patrocinar a questão do saudoso Dakir. A sugestão do nome de Dakir para um prêmio específico de rádio é muito merecida por tudo isso e mais pelo que fez ai em Florianópolis (inclusive em cargos eletivos).Para chegar ao tema, antes quero relembrar: No último dia 28 de julho, como parte das comemorações dedicadas a Jerônimo Coelho e à Imprensa catarinense, aceitei o convite da ACI, feito pelo Arnon através do Márcio Carneiro, diretor do Jornal de Laguna e representante da entidade na região, e compareci ao salão nobre do Laguna Turist Internacional, para pronunciar uma palestra.

Não me surpreendeu tanto o refinado público que se fez presente ao ato, mas sim, a atitude carinhosa para comigo – às vésperas dos 60 anos de “estrada” no jornalismo – aplaudindo-me de pé, após cerca de uma hora dissertando sobre a imprensa sulina e assuntos afins.

Coincidentemente, tive o mesmo pensamento que a leitora Carla, de Chapecó, expressou, pois quando obtive as carteiras de jornalista e de radialista (quando estive na sede antiga da entidade com o mano Ariovaldo), a primeira foi firmada pelo Alírio Bossle e a segunda pelo Hugo Silveira Lopes (esta última foi providenciada pelo Dakir que, em realidade, era secretário da Associação Catarinense de Rádio e TV naquele tempo). Tenho ambas até hoje,  integrando o “archivo” de documentos históricos desse teu mastodôntico amigo…

Creio Antunes que a ACI  merece o tratamento que vens a ela propiciando, procurando deslindar um involuntário equívoco de quem instituiu o prêmio de jornalismo com o nome de um (respeitável) radialista.

O Dakir trabalhou aqui na Difusora de Laguna, sob a direção do Nelson Almeida, do Ariovaldo,  e no tempo em que eu a dirigi, apresentando o seu popular “Hora do Despertador” e participando, ativamente, de noticiários e transmissões esportivas, inclusive como bom narrador de futebol, nos áureos tempos do Barriga Verde (do técnico Newton Prado Baião, exímio comentarista esportivo da mesma emissora).

Quanto ao de jornalismo, creio que Alírio Bossle é eterno nas páginas da história da imprensa catarinense e herdeiro legítimo dessa honraria.

Alírio foi mais que o pai e fundador da ACI, pois – na verdade – foi um Homem que realizou o que parecia impossível, unificando o jornalismo catarinense e adquirindo, a duras penas na época,  uma sede própria para a entidade, na rua Vidal Ramos 41, num belo casarão com larga entrada lateral.

Quero que recebas meus cumprimentos – extensivos aos demais pagés e feiticeiros da tribo, pelos aperfeiçoamentos que se vêm observando em Caros Ouvintes.

Finalmente devo confessar: para um “descansado” piá como eu é difícil manter um blog dentro dos “conformes”. Mas já está arrumadinho o http://jornalnossotempo.blogspot.br depois que a amiga Jacqueline Bulos Aisemann – lagunense residente em Genebra – resolveu me acudir e tirar-me do aperto em que me encontrava sem conhecer bulhufas de blogs. Agora está literalmente “acessível” procurando resgatar a história, sem arredar desse propósito, mesmo que tenha muitos leitores e não apareçam os acessos destes.

1 responder

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *