Afinal, quem é o pai da criança?

A vida de cronista – e que escreve diariamente para o rádio, jornal e a internet – tem dessas coisas: vai-se ao arquivo mental, depois que o tempo passa, e encontra-se com ditos e frases esparsas, sem anotações à margem, o que nos faz crer não ser fruto da gente. E nem seria possível! Só para gênios! E é natural que isso aconteça. Numa mesa de café, colhe-se uma idéia, uma frase, um rápido comentário sobre o assunto do dia. O cronista vai para a máquina. Tem a “feliz idéia” de escrever sobre determinada coisa. Escreve. Cita. Arquiva. Depois, pensa que tudo é dele e reúne num livro como este (Folhas Soltas). Esquece-se de colocar aspas em determinados lugares. Em outros, a revisão deixa passar. Vira uma bagunça. E fica com medo. Em qualquer esquina alguém pode dizer: “Você agora é eu…?”. E daí…? Quem saberá dizer quem é o pai da criança? Quem souber, por favor, me diga.

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