Afinal, sai ou não sai a solução derradeira para o símbolo da cidade?

Carlos Damião, qual Moicano que não se entrega, continua buscando referências na tentativa de encontrar o símbolo gráfico que atenda a gregos e troianos florianopolitanos.

acervoPropagueLogoFloripa

Assim foi que descobriu, com a conivência de Roberto Costa, capitão mór da agência Propague, preciosa colaboração que poderá mudar os rumos de tão candente entrave. Das trincheiras de seu Ponto Final, de página inteira no ND desta quarta-feira, 15/7, Carlos Damião mata a cobra e mostra o porrete com a ilustração que acima vedes e que abaixo transcrevo.

Um banho: direto dos arquivos da Propague, especialmente para a coluna, a marca da campanha Florianópolis vale a pena, veiculada gratuitamente na mídia catarinense em meados da década de 1980. Foi desenvolvida pelo publicitário George Peixoto, o Picolé. Dá um banho nas propostas de hoje, observa Roberto Costa, diretor da agência. E este colunista, modestamente, assina em baixo”. E eu também! Aliás, lembro agora que nossa bela urbe tem outros símbolos oficiais, conforme registra este documento:

Símbolos oficiais da Ilha | Cosa oficiali é bom respeitali…! (*)

Hino da CidadeLei na íntegra (Lei nº 3887/92)

Rancho de Amor a Ilha | Cláudio Alvim Barbosa “Zininho”

Um pedacinho de terra,

perdido no mar!…
Num pedacinho de terra,
beleza sem par…
Jamais a natureza
reuniu tanta beleza
jamais algum poeta
teve tanto pra cantar!

Num pedacinho de terra
belezas sem par!
Ilha da moça faceira,
da velha rendeira tradicional
Ilha da velha figueira
onde em tarde fagueira
vou ler meu jornal.

Tua lagoa formosa
ternura de rosa
poema ao luar,
cristal onde a lua vaidosa
sestrosa, dengosa
vem se espelhar…”


Hino do Manezinho | Lei na íntegra (Lei nº 3887/92)

Marchinha do Manezinho | André Calibrina

Ó lhó lhó lhó lhó

Sou manezinho mas não sou nenhum bocó

Ó lhó lhó lhó lhó

Éh éh tax tolo, dazumbanho oh mocoró…

(refrão)

Mofas com a pomba na balaia

Já dijahoje, tresontonte, o que que é

Doti uma sova seu rapazi todo tanso

Se tem pomboca eu deito e rolo eu sou mane…

Olha que eu gosto de siri e pirão d’agua

Boi de mamão, camarão e berbigão

Se vens pra ilha dando uma de dotô

Éh éh te arromba, dázumbanho oh istepô…

Ó lhó lhó lhó lhó

Sou manezinho mas não sou nenhum bocó

Ó lhó lhó lhó lhó

Éh éh tax tolo, dázumbanho oh mocoró…

(refrão)


 

Ave símbolo de Florianópolis | Lei na íntegra (Lei nº 3887/92)

Martim Pescador Verde | Chloroceryle amazona

Esta bela ave atinge até 29 centímetros e é comum em todo o continente americano. Alimentam-se de peixes e também de camarões de água doce e, ocasionalmente, de anuros e larvas aquáticas de insetos. Nesta espécie, o casal frequentemente permanece junto durante anos e os filhotes abandonam o ninho com 29 ou 30 dias de idade. Este martim-pescador está presente nos mesmos ambientes que seu parente maior. É visto sozinho ou em casais, sempre perto da água, em geral pousado em poleiros elevados que permitam uma boa visão da superfície. Não costuma voar tão alto quanto o martim-pescador-grande. Encontrado à beira de lagos, lagoas, açudes e rios.O casal escava, num barranco, um túnel longo com uma câmara ao final, na qual são postos os ovos, três ou quatro. Durante os 22 dias que dura a incubação, a fêmea choca os ovos de noite e o casal se reveza durante o dia. Os filhotes permanecem no ninho por cerca de um mês, sendo cuidados por ambos os pais.

  Ficha Técnica: Órdem: Coraciiforme  –  Família: Alcedinidae

Também conhecida como: arirambá-verde

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Árvore símbolo de Florianópolis | Lei na íntegra (Lei nº 3771/92)

Garapuvú | Schizolobium parahyba | (Vellozo) S. F. Blake

Árvore de 10 a 30 m de altura. Tronco retilíneo com bifurcação apenas a grandes alturas, formando um coroa de folhas no ápice, casca lisa, acinzentada, com cicatrizes da queda das folhas (lenticelas), sendo que na planta jovem a casca é verde; os ápices dos ramos são muito pegajosos. Folhas alternas, compostas bipinadas, com até 1 m de comprimento; folíolos opostos, elípticos, com estípulas que caem com o tempo, com 22 a 50 pares de pinas, folíolos de 40 a 60 por pina, de 2-3 cm de comprimento por 7-10 mm de largura. Flores amarelas, pilosas, em inflorescências densas. Fruto tipo legume, obovado, coriáceo, pardo-escuro, de 10 a 15 cm de comprimento, com uma semente, de forma elíptica, brilhante e muito dura, protegida por endocarpo papiráceo.

É árvore exclusiva da Floresta Atlântica da planície litorânea e da encosta da Serra do Mar.

Ficha Técnica:

Reino: Plantae – Phylum: Magnoliophyta -Classe: Magnoliopsida – Ordem: Fabales -Família: Caesalpiniaceae

Também conhecida como: bacurubu, bacuruvu, birosca, ficheira, gapuruvu, guarapuvu, guavirovo, igarapobu, pau-de-vintém e pataqueira.

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Flor símbolo de Florianópolis | Lei na íntegra (Lei nº 7037)

Orquídea | Laelia Purpurata

A espécie foi descoberta para a ciência em 1874 quando Devos coletou-a em grande quantidade nas matas litorâneas da Ilha de Santa Catarina, hoje Florianópolis, e em outras áreas da então Província Imperial de Santa Catarina. Devos exportou-a inicialmente para a firma M. Verschaffelt estabelecida em Ghent na Bélgica, de onde espalhou-se rapidamente para toda a Europa.
Floriu pela primeira vez nas estufas da firma Backhouse, condado de York, na Inglaterra, cinco anos apos sua chegada. Apresentada em Junho de 1852 à Royal Horticultural Society em Londres, foi classificada e descrita pelo botânico e taxionomista Lindley, com a denominação de Laélia Purpurata.
A Laelia Purpurata vegeta normalmente em árvores de médio e grande porte, parecendo ter preferências pelas grandes figueiras nativas, muito comuns nas regiões em que habita. Seu cultivo pode ser considerado um dos mais fáceis entre as orquídeas conhecidas, o que lhe tem assegurado um espaço destacado na coleções. Requer um lugar bem claro, bem iluminado, principalmente pelo sol da manhã, local arejado porém sem correntes muito fortes.
Seu Habitat configura-se por uma estreita faixa litorânea, composto por lagos, banhados e dunas, coberta por mata hidrófila, espremida entre os contrafortes da Serra do Mar e a Orla do Atlântico, desde Barrocadas no litoral norte do Rio Grande do Sul, até a altura de Ubatuba no litoral norte de São Paulo. A mais nobre e perfumada das orquídeas brasileiras foi escolhida como flor símbolo de Florianópolis e do Estado de Santa Catarina.

Foi realmente no litoral catarinense que a espécie revelou todo o seu esplendor tanto em densidade populacional como na riqueza e variabilidade dos coloridos. Nas décadas de 1920 a 1940 a Laelia foi exportada, através de Florianópolis, sendo Santa Catarina considerada o maior exportador de Orquídeas do Brasil, associando-se o nome desta flor, em termos nacionais, ao nosso Estado.

(*) Advogado. escritor e pesquisador do folclore catarinense | [email protected]

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