Agilmar Machado: 60 anos nas ondas da comunicação

Mais do que o registro de um feito raro, vale a alegria pela oportunidade do convívio, da amizade e da gratidão. Parabéns, guerreiro do bom combate. Muita saúde e longos anos de vida são os nossos votos e dos seus Caros Ouvintes, nesta semana de festas!

Agilmar é um desses peregrinos que por onde passam deixam um rastro de luz e muitas lições de sabedoria; por isso, nesta homenagem nos restringimos a citar alguns marcos de sua trilha profissional.

1949 – Aos 14 anos e meio inicia como operador de áudio na Rádio Eldorado de Criciúma

1951 – Aos 17 anos funda a Rádio Difusora de Urussanga, ZYT-22 e assume a sua direção.

1954 – Aos 20 anos se transfere para Laguna e assume a subdireção da Rádio Difusora, ZYH-6

1955 – Aos 21 anos chega à direção geral da Rádio Difusora de Laguna, cargo que exerce até 1959

1956 – Cobriu a solenidade de inauguração do Museu Anita Garibaldi e os 100 anos da Comarca de Laguna

1957 – Participa da fundação da Escola de Samba Os Democratas da Laguna

1959 – Assume a direção de radiojornalismo da Rádio Tubá, ZYO-9 de Tubarão

No período entre 1959 e 1972 retorna à Rádio Eldorado de Criciúma, como diretor de radiojornalismo; a seguir transfere-se para Blumenau onde assume a direção de radiojornalismo das Emissoras (de rádio) Coligadas de Santa Catarina; retorna à Rádio Tubá, de Tubarão como editor e produtor do programa radiojornalístico “Palco da Cidade”; daí volta à Criciúma como integrante do radiojornalismo da Rádio Eldorado de Criciúma e diretor da Tribuna Criciumense; chega a oficial de gabinete da Administração Nelson Alexandrino de Criciúma; nessa fase também foi secretário de turismo e divulgação da prefeitura de Lages, durante o mandato do prefeito Juarez Furtado, quando foi criada a da Festa do Pinhão; ainda em Lages foi Secretário Executivo da AMUREL e assessor técnico do Grupo Luersen; retornando a Criciúma, assume a secretaria particular do industrial Diomício Freitas, quando funda o Correio do Sudoeste, primeiro diário do sul em off set; segue como analista de projetos da FUCAT – Fundação Catarinense do Trabalho; ingressa então nos Diários Associados e funda e assume a direção do jornal Nosso Tempo, primeiro em off set de Araranguá.

1972 – Lança o primeiro livro sobre os “Aspectos Turísticos de Santa Catarina”, como integrante do curso pioneiro de Administração com especialização em Turismo da UFSM – Universidade Federal de Santa Maria, RS.

Nos ano seguintes, como escritor, com vários livros lançados, ingressou na Academia Criciumense de Letras, da qual é patrono e ocupante da Cadeira 21; concluiu a Escola Superior de Guerra; foi diretor das Imobiliárias AM e assessor de Imprensa da Câmara Municipal de Tubarão; também lançou a rede JORNAL REGIONAL, com Oficinas próprias em Criciúma, Tubarão e Araranguá; participou ainda como presidente do Rotary Clube em Araranguá e Tubarão e membro do Rotary nas cidades de Porto Alegre, Florianópolis e Laguna; atualmente integra o Conselho de Sentença de Tubarão, a A.R:.L:.S:. Regeneração Lagunense e o Conselho Comunitário da Comarca de Laguna.

2009 – Recebe o reconhecimento como Cidadão Lagunense e comemora – com todos nós – os 60 anos na Comunicação, “lide que jamais abandonei, mesmo exercendo atividades em outros setores.

Como se isso nas bastasse é um dos colunistas pioneiros do Instituto Caros Ouvintes e figura admirada pelos argentinos que veneram o tango, e mantêm o site www.todotango.com.ar, onde possui artigo intitulado “El Tango en el Brasil”, transcrito em vários idiomas e publicações do mundo.

2 respostas
  1. Carlos Luis Bottini says:

    Un afectuoso saludo por el cumpleaños del Sr. Agilmar.
    Gracias por gustar de nuestra música ciudadana.
    A sus órdenes se despide atentamente
    Carlos L. Bottini

  2. Agilmar Machado says:

    Hoje, coincidentemente, ao receber essa generosa publicação nascida da sensibilidade e da honrosa amizade do nosso baluarte-mor do prestigioso site Caros Ouvintes, alcanço a marca dos 75 anos de vida. O pranteado Humberto Mendonça (que falta nos faz) costumava festejar seu aniversário neste mesmo dia. O fizemos por muitas vezes juntos.

    Passados esses três quartos de século, relembro momentos idos e vividos com saudade, carinho, grande dose de nostalgia, mas muito otimismo. Saudade daqueles que, de coração puro como quem hoje me homenageia – Mestre Antunes Severo –, partiram mais cedo para o Oriente Eterno.

    Dos que passaram por Florianópolis, guardo outro semblante manso, tranqüilo em suas palavras, gestos e refinada educação. Lagunense de imenso valor pessoal e profissional que também foi chamado para junto do Supremo Arquiteto: José Nazareno Coelho.

    Nossa afinidade foi muito estreita. Ainda há pouco tempo, ao visitar a Casa do Jornalista (durante a presidência do Moacir) eu, instintivamente, perguntei: “O Nazareno está ai? (havia anos que ele já falecera)”

    A pessoa que me atendeu ficou a me olhar sem saber o que responder…
    De pureza incomensurável e amizade sincera e despretensiosa, resta-nos agora este a quem devo tão carinhosas palavras de apreço: Antunes Severo.

    Um amigo a quem talvez não tenhamos dedicado até hoje o que ele realmente merece, pois é credor de muito mais do que ele de nós recebe na forma de atenção e amizade.

    Seus dons de bondade não se direcionam apenas a nós. Esse é um predicado que ele trouxe de experiências duras de vida, saído menino de um “rinconzito” das entranhas dos pampas gaúchos para o nosso convívio.

    Nostalgia sinto quando retrocedo aos primeiros anos de carreira, as amizades dos que já não estão mais aqui, o sorriso calmo do compadre Alceu Medeiros (hoje estampado no rosto do seu filho e grande amigo e Irmão, Juarez Fonseca de Medeiros), Dos saraus de refinado nível na grande mesa redonda do Clube Congresso Lagunense, onde sempre estavam conosco, Milton Bortoluzzi de Souza, Caio Ferreira, Domingos Silva, João Kotzias, Zeca Freitas… todos de saudosa memória.

    A ti, meu velho e sábio irmão (e Ir:.) César, um beijo, onde estejas…

    Caro Severo: é gratificante receber palavras nascidas do coração como as que me dedicas, conseguindo, sutilmente, me fazer voltar aos anos que enumeraste e a cada fase ali retratada. Cada linha dessa bondosa homenagem está sulcada, para sempre, em meu coração de velho e teimoso jornalista e amigo, que insiste em externar com sentimento e gratidão o que sente na alma.

    Que o Grande Arquiteto te abençoe a cada instante e tenha perenemente Suas mãos protetoras sobre teus familiares.

    Um grande abraço, VELHO E QUERIDO GAUDÉRIO (agora praiano…).

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