Alcides Gonçalves, o parceiro e intérprete de Lupicínio

Com o lançamento de Minha Seresta – Vida e Obra de Alcides Gonçalves, o jornalista e pesquisador Marcello Campos acaba de fazer o justo reconhecimento de um dos maiores músicos-seresteiros que Porto Alegre já teve. O livro, com selo da Editora da Cidade / Secretaria Municipal de Cultura, que teve sua noite de autógrafos na quinataa-feira, 10/11, durante a 57ª Feira do Livro que acaba de ser realizada na Capital gaúcha já está nas livrarias. Este é o segundo livro do jornalista e pesquisador Marcello Campos, autor da biografia do Conjunto Melódico Norberto Baldauf (2006). No podcast Praça 15 de Alberto do Canto na interpretação de Alcides Gonçalves.
PERFIL

Alcides Gonçalves, um dos mais importantes e polêmicos músicos gaúchos da primeira metade do século 20 foi cantor, instrumentista e compositor. Primogênito de oito irmãos (todos músicos), Alcides Gonçalves (1908-1987) começou a cantar quando microfones, discos e transmissões recém começavam a se popularizar. Atuou nos principais cafés e casas noturnas da Capital gaúcha, nas rádios Gaúcha, Farroupilha e Difusora, além de bem-sucedidas temporadas na Rádio Nacional do Rio de Janeiro e El Mundo de Buenos Aires, entre tantas outras.

Na área fonográfica, Alcides foi o primeiro intérprete a gravar em disco composições de Lupicínio Rodrigues, com o 78-rotações “Triste História” / “Pergunta Aos Meus Tamancos” (1936), co-assinadas por ambos e cuja parceria se reprisou nos sucessos nacionais “Maria Rosa”, “Castigo” e “Quem Há De Dizer”, no final da década de 40. Alcides também teve parceiros como Ataulfo Alves e assina sozinho clássicos do cancioneiro boêmio como “Pra Ela”. Suas principais criações estão registradas nos LPs “Cadeira Vazia” (1977) e “Pra Ela” (1981).

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