Alfredo da Silva

Radialista com mais de 15 anos de trabalho na Rádio Diário da Manhã, Alfredo recorda-se de sua trajetória profissional e relembra histórias inesquecíveis.
Por Gisele MachadoNatural de Anitápolis (SC), Alfredo da Silva iniciou sua carreira de radialista em 1952 na Rádio Tuba de Tubarão. Em 1953, veio para Florianópolis para servir ao exército, onde ficou por dois anos. Em 1955, com o início das operações da rádio Diário da Manhã, começou a trabalhar na emissora. Como o quadro de funcionários na capital estava completo, Alfredo foi para Lages assumir a emissora da serra catarinense. Em 1957, voltou para Florianópolis onde permaneceu, por mais de 15 anos na, tão poderosa, Diário da Manhã. Exerceu todos os tipos de funções, tais como locução comercial, radioator de novelas, narrador de futebol, apresentador de programa de auditório entre outras. Trabalhou por um ano (1969-1970) na rádio Guarujá.

Gisele Machado, repórter do Caros Ouvintes e Alfredo Silva, no Clube dos 100

Alfredo recorda-se, com muito carinho e saudades, de uma época de rádio que é muito diferente de hoje em função da tecnologia. Tem várias histórias que marcaram sua carreira como radialista, mas tem uma ficou “marcada” em sua memória. “Existia um time esportivo na capital, o Metropól de Criciúma. Esse time ia jogar com o Grêmio em Porto Alegre e eu como diretor de esportes da RDM, anunciei a transmissão uma semana inteira desse jogo. Depois não conseguimos patrocinadores, aí levamos toda aparelhagem para o campo da liga, o comentarista e resolvi fazer uma dublagem, fazendo de conta que estava em Porto Alegre. Liguei o rádio na emissora da rádio Farroupilha para ouvir o jogo, e o que o locutor falava eu retransmitia. Primeiro tempo, o Metropól de Criciúma terminou em um a zero. No segundo tempo, a onda curta da Farroupilha, foi desaparecendo, desaparecendo, desaparecendo e em instantes eu não ouvia mais nada. Eu só controlei a partida pelo relógio e terminei o jogo, sem saber do resultado final verdadeiro, com o Metropol de Criciúma em um a zero contra o Grêmio. No outro dia de manhã, na praça XV, quiseram me linchar porque o Grêmio havia ganhado de dois a um” relembra Alfredo.

Atualmente Alfredo da Silva é presidente do Clube dos 100, clube esse que reúne varias estrelas do rádio, das décadas de 60 e 70, entre outros associados.

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