Alô, alô. Responde. Sem medo de ser nostálgico.

A correspondência do José Alberto que fecha esta matéria levou este seu redator de plantão a fazer um pit-stop nos caminhos da cronologia. Ele fala em nostalgia e tristeza quando lembra dos tempos vividos nos bairros de Capoeiras e da Agronômica, aqui em Florianópolis. E aí o sino bateu.

Bateu e bateu forte. Forte, vibrante e sonoro como uma manhã de céu azul, sol radiante e uma imensa algazarra de mil vozes de pássaros de origens diversificadas, cores inebriantes e vozes multifônicas que parecem não existir mais.

Então acabo por me dar conta de que o Maestro Zezinho confessa sentir saudades dos tempos de radialista; que o Aderbal pelos mesmos motivos recorre a Tom Jobim e larga uma frase que todos já dissemos, mas que quando a escrevemos ficamos meio ressabiados; e o Glênio? O grande Mestre de todos nós disfarça e pergunta ao Agilmar pelo festival de tangos de Buenos Aires – coisa do passado, não? E o Agilmar? O Agilmar não tem jeito mesmo, pois ainda na semana passada escreveu sua crônica com o título de Recurdos – também nostálgico de carteirinha, ora pois.

Passado o impacto da descoberta, olho pela janela e vejo uma nesga de mar, onde a bateira do pescador de fim de semana flutua como se estivesse suspensa no ar e de outro ângulo acompanho o revoar das pombas sobre o casario e entre as árvores que restam neste pedaço de bairro do Estreito que embora submetido às forças do progresso ainda conserva a singeleza das coisas eternas.

E chego a pensar: nostálgicos, nós? Coisa nenhuma. Nós apenas estamos sentindo saudade das coisas mais simples que a insanidade humana já destruiu. Até a semana que vem, combinado?
Em tempo: a partir desta edição o Aderbal Machado passa a integrar a equipe de colunistas colaboradores voluntários do portal Caros Ouvintes. No final do texto dele – como de todos os articulistas – você encontra o caminho pra mandar um alô pra ele.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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