Altair Debona Castelan, além da música, o cidadão

O reconhecimento nem sempre vem nos momentos mais felizes, embora sejam parte da felicidade. O que importa, porém, é que se faça presente.

Zigelli, Castelan, Lauro, Zuri, Nívea, no Lira Tênis Clube

Acompanhamos a vida do amigo, do colega de rádio, do músico, do compositor e do arranjador emérito e refletimos isso numa série de artigos postados neste site. Foi pouco, eu sei, e está muito aquém do que ele merecia. Mas, foi ditado pelo carinho e respeito que sempre tivemos e continuaremos tendo por ele.

Castelan desde ontem, 30/09, faz parte do que todos nós seremos um dia: uma lembrança, uma saudade, uma energia vibratória universal.

Neste registro, que fazemos agora, incluímos informações não encontradas em nossos artigos anteriores. É o também brilhante outro lado de sua vida: o funcionário público onde nos honrou com seu caráter reto, sua disciplina e sua ética como Conselheiro do  Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina.

Tribunal que homenageou, seu funcionário na quarta-feira (15/06/2005), durante sessão ordinária do Pleno: o coordenador do corpo especial, Altair Debona Castelan. É que, no dia 28 de junho daquele ano, o auditor Castelan completaria 70 anos e seria atingido pela compulsória, após prestar quase 46 anos de serviços à Corte catarinense. Na sessão, o presidente em exercício do TCE, José Carlos Pacheco, assinou portaria que concede a aposentadoria voluntária a Castelan.

Embora não fosse o desejo de Castelan a realização de uma solenidade para marcar sua despedida, o conselheiro José Carlos Pacheco não quis deixar o ato passar em branco. Na última sessão em que puderam contar com a participação de Altair Debona Castelan, conselheiros, auditores e o procurador-geral do Ministério Público, Márcio Rosa, ressaltaram as contribuições dadas pelo auditor para o aprimoramento do papel de fiscalização das contas públicas do Tribunal de Contas de Santa de Catarina que, este ano, completa 50 anos de criação. “Você construiu um dos marcos presentes da história do Tribunal de Contas”, enfatizou o presidente em exercício.

Da tribuna, o conselheiro Otávio Gilson dos Santos também se manifestou. “Altair Debona Castelan é um exemplo vivo de solidariedade, amizade e de serviço público”, ressaltou. Na mesma linha foram as palavras do conselheiro Moacir Bertoli. “Cada um pode ter algo a dizer neste instante para que o Tribunal de Contas tenha em seus registros. Mas, os seus (Castelan) atos jamais deixarão de estar nos registros desta Casa”. Ao se despedir do amigo, a conselheira-substituta Thereza Marques, também deixou a sua mensagem. “Espero que o exemplo do auditor Castelan possa inspirar aqueles que virão”, destacou Thereza Marques, a servidora mais antiga do TCE em atividade.

Presente à sessão, o ex-presidente do Tribunal de Contas, Nilton Cherem, também deu o seu testemunho. “Você (Castelan) foi um funcionário exemplar, que deve servir de modelo”, ressaltou. O protocolo foi quebrado com as palavras emocionadas do filho do homenageado, Giancarlo Castelan. “O sentimento que permeou este plenário é motivo de orgulho e de satisfação. A palavra comove, mas o exemplo arrasta”, homenageou.

Da Espanha, o conselheiro Salomão Ribas Junior, que está afastado das atividades do Tribunal de Contas para cursar doutorado na Universidade de Salamanca sobre os “Aspectos Jurídicos e Econômicos da Corrupção”, também se associou às homenagens. “Por tantos anos, ele exerceu a atividade de auditor substituto de conselheiro com brilho, independência e dedicação”, afirmou Ribas Jr, em mensagem eletrônica enviada ao TCE.

Natural de Criciúma, Castelan era o segundo servidor mais antigo em atividade no Tribunal de Contas. Seu ingresso ocorreu em 10 de novembro de 1959, como contador. Exerceu diversos cargos de chefia e direção antes de ser nomeado auditor, há 25 anos (1979). Como auditor e conselheiro-substituto, nas várias oportunidades em que foi convocado para substituir os conselheiros do TCE, sempre contribuiu nos debates e decisões do Pleno, com a marca de sua vasta experiência, sensibilidade e competência.

Mas, apesar de estar se aposentando, ele ressaltou que não se afastará da Corte de Contas. Como maestro e pianista, com participação destacada em eventos culturais catarinenses, Altair Debona Castelan será, agora, músico do Coral Hélio Teixeira da Rosa, do TCE. “Neste momento, estou deixando de ser auditor, mas o que me conforta é que serei músico do Tribunal de Contas de Santa Catarina”, salientou o homenageado. “O Tribunal de Contas é uma parte da minha casa”, finalizou emocionado. [ Agência TCE/SC | 17/06/2005 ]

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