Ano 13 e a fobia do azar ou da sorte

O 13 de agosto de 2013 não será uma sexta. Mas quem sofre de triscaidecafobia (medo do 13) vai ter de conviver com esse pavor nos 365 dias do único ano do terceiro milênio a ter 013.

Haverá, neste ano, duas sextas-feiras 13, em setembro e dezembro, mas a parascavedecatriafobia (temor à coincidência dessas datas)  não deve se sobrepor a tantas outras fobias, como a cleptofobia, medo de ser roubado, principalmente pelos corruptos.

Mas o 13 também é visto por muita gente como número da sorte, a exemplo dos mexicanos que adoram as 13 cabras sagradas. E aqui em Floripa, o dr. Deba – o ex-governador Aderbal Ramos da Silva – tinha todos os seus carros com placas terminadas em 13. Por ele, até o Avaí jogaria com camisas cujas numerações contivessem 13. Quem sabe um dia o Avaí ainda fará essa homenagem ao seu patrono.

Há uma fobia que os catarinenses não devem esquecer: a cainofobia, medo de novidade. De tantas promessas frustrantes só nos resta temer o que vem pela frente. Ou quem sabe podemos elencar previsões, julgando, por pessimismo, que  dê o contrário: Exemplos:

– Florianópolis estará coberta de rede de esgoto e não faltará água no próximo verão.

– O secretário Dalmo de Oliveira será finalmente exonerado pelo caos na saúde.

– Deputados, desembargadores, juízes etc. não vão aceitar o auxílio de moradia, de R$ 4,5 mil por mês, vergonhoso pelos seus níveis salariais.

– A capital entra nos eixos: novas construções só com viabilidade de água, luz, mobilidade e recuo de cinco metros.

–  Florianópolis reduz a imobilidade sem precisar de nova ponte.

–  O prefeito César Júnior não aprova o mega hotel na ponta do Coral.

–  Luiz Henrique assume a presidência do Senado

–  A ABIH e outros órgãos prometem não fazer mais previsão otimista para as próximas temporadas de verão na ilha.

–  o novo prefeito lançará o “tapete tapa buracos”.

–  A concessionária  Autopista Litoral Sul  anunciará o início da alça de contorno da 101 para 2020.

–  Eike Batista finalmente vai investir no litoral catarinense.

Para isso, é necessário contaminar o poder político com o vírus da catagelofobia (o medo do ridículo) e dobrar a vacina vitaminada para estimular a cacorrafiofobia (o medo de falhar).

Precisamos vencer o medo da desilusão e não olhar para o que se passou na Capital nas cinco últimas décadas, principalmente na mais recente. O novo alcaide, que negou dinheiro para as escolas de samba, mandou, antes de assumir, adiar a cobrança do IPTU e não deu cargos para vereadores, com certeza, não irá decepcionar. Já mostrou ser um cacorrafiofóbio e que vai pôr ordem na cidade.

O 13 poderá ser realmente de sorte para Florianópolis, desde, é claro, que os políticos se comprometam, com ética e transparência, a trabalhar pela qualidade de vida da cidade. Esperamos que essa não dê o contrário.

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