Apoio a ciência e tecnologia

Os investimentos brasileiros em pesquisa e desenvolvimento deverão saltar de 1,2% para 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2015, anunciou o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, em audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). E a metade do futuro percentual, segundo o detalhou o ministro, deverá ser proveniente de investimentos privados. As informações são da Agência Senado. Durante a audiência, presidida pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA), Raupp disse que até hoje mais de 80% dos investimentos em ciência e tecnologia no Brasil são feitos pelo poder público. No Japão, comparou, as empresas privadas investem em inovação cinco vezes mais do que o governo.

Para alcançar as “metas ambiciosas” do País em relação ao setor, o ministro ressaltou a necessidade de obter o apoio da sociedade. Ele também destacou medidas importantes, como a formação de recursos humanos, o fortalecimento da estrutura de laboratórios dos institutos de pesquisa, o aperfeiçoamento do marco legal sobre ciência, tecnologia e inovação e a busca de novos mecanismos de financiamento.

“O nosso desafio é transformar a ciência, a tecnologia e a inovação em protagonistas do desenvolvimento brasileiro, a exemplo de todas as nações com elevado nível de desenvolvimento. Estamos vivendo um momento especial, em que há reconhecimento de setores importantes da sociedade em relação ao papel que a ciência e a tecnologia têm que desempenhar”, afirmou Raupp.

Em sua exposição aos senadores, o ministro disse que o Brasil precisa “aumentar expressivamente” a formação de recursos humanos. Ele observou que, enquanto a China forma 680 mil engenheiros por ano, o Brasil forma apenas 40 mil. Ressaltou ainda a necessidade de investimentos contínuos para a infraestrutura de pesquisa em todas as regiões do país.

O ministro lembrou que está tramitando no Congresso Nacional um projeto que estabelece novo marco legal para o setor. Ele considerou importante definir regras específicas para as parcerias público-privadas em ciência, tecnologia e inovação, que levem em conta os “riscos inerentes” à atividade de pesquisa.

O ministro da Ciência e Tecnologia pediu ainda que uma parcela dos royalties a serem obtidos com a exploração das reservas de petróleo na camada pré-sal sejam destinadas à educação e à ciência e à tecnologia. Ao concordar com Marco Antônio Raupp, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) pediu que os Estados também dediquem parte de seus royalties a investimentos em pesquisa científica e tecnológica.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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