Aprendendo a entender o que é marketing

… o que mudou no marketing nesses últimos 50 anos, por exemplo? Tudo e nada.

Antunes Severo *

Na sabedoria popular existem conceitos milenares que por serem simples cada vez mais vão ficando à distância das demandas crescentes ditadas pelos avanços do conhecimento e da tecnologia.  Um exemplo singular é o velho ditado “Quem foi rei sempre será majestade”. Lembro dele toda vez que em palestras ou mesmo em conversas ocasionais, alguém me cobra: quando é que você vai escrever uns artigos lembrando os temas das nossas aulas de marketing e comunicação mercadológica?

Parei, pensei e me perguntei: o que mudou no marketing nesses últimos 50 anos, por exemplo? Tudo e nada. Tudo no que se refere aos condicionamentos de cada momento e nada no que se refere ao essencial. Os princípios são a essência que brota da alma e do coração. O demais são lantejoulas. Vejamos.

O conjunto de atividades hoje conhecido como marketing é praticamente o mesmo desde que o homem, saindo das cavernas, passou a estocar alimentos, roupas e objetos de segurança nos primórdios das civilizações terrestres. Com recursos estocados o homem viu que podia fazer trocas por outros bens que ele não possuía, mas que o seu vizinho tinha sobrando. De lá para cá, o que efetivamente mudou, foi a quantidade, a variedade e a complexidade nas relações de troca.

Os objetivos, os princípios e a filosofia que perpassam as relações envolvidas no processo de troca continuam fundamentalmente os mesmos. O que importa, nesse estudo, é o sentido de troca, como já dizia Kotler quando fez o seu primeiro trabalho de conclusão de curso: “É o ato de se obter um objeto desejado oferecendo algo como retorno. Troca é apenas uma das muitas maneiras pelas quais as pessoas podem obter um objeto que desejam. Por exemplo, pessoas famintas podem conseguir comida caçando, pescando ou colhendo frutas. Poderiam mendigar a comida, ou tomá-la de outra pessoa. Por fim, poderiam oferecer dinheiro, outro bem, ou um serviço em troca de comida”, não é mesmo?

E para que fique bem marcado e também foi Kotler quem disse e eu concordo:  “para que uma troca ocorra (…) pelo menos duas partes devem participar, e cada uma deve ter algo de valor para a outra; cada parte deve querer negociar com a outra; cada uma deve ser livre para adotar ou rejeitar a oferta da outra.

E para que essa integração aconteça nesses tempos de Aldeia Global,  é indispensável que estejamos habilitados para nos comunicar com os mercados que estão cada vez mais distantes e de difícil interatividade. Precisamos, portanto, dominar as línguas predominantes no universo dos negócios aproveitando as oportunidades oferecidas por um MBA em Marketing, por exemplo.

* Mestre em Administração/Gestão Estratégica das Organizações. Professor. Profissional de Comunicação – jornalismo, rádio, televisão, internet. Editor do site www.carosouvintes.org.br

 

1 responder
  1. Fernando Morgado says:

    Amigo Antunes, parabéns pelo brilhante artigo. Só uma pessoa com a sua sabedoria poderia revelar, de forma tão direta, a verdadeira essência das coisas do mercado… Como você bem disse, só vira sucesso aquilo “que brota da alma e do coração”. Um grande abraço!

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