Arthur Clarke vai além da literatura

MILTON – Ethevaldo, qual foi o maior escritor de ficção científica na sua avaliação?

ETHEVALDO – Não tenho dúvida em afirmar que foi Arthur Clarke, que, aliás, faleceu há exatamente sete anos, no dia 19 de março de 2008.
Além de autor de dezenas de livros fascinantes de pura ficção, inclusive 2001-Odisseia no Espaço (que virou um clássico do cinema), Clarke é considerado o idealizador dos satélites geoestacionários de telecomunicações.

MILTON – Como esse escritor previu os satélites de telecomunicações?

ETHEVALDO: Arthur Clarke escreveu um artigo visionário em outubro de 1945, na revista inglesa Wireless World, sugerindo o lançamento de três satélites a 36.000 km de altitude sobre o plano do equador, Milton.

MILTON – Como nasceu essa ideia?

ETHEVALDO: A primeira ideia foi calcular a órbita dos satélites geoestacionários de telecomunicações, localizada a 36.000 km de altitude sobre o equador terrestre. Nessa órbita um satélite dá uma volta em torno da Terra em 24 horas.

MILTON – E por que é importante essa órbita a 36.000 km de altura?

ETHEVALDO – Porque o satélite, ao dar uma volta em torno da Terra, em 24 horas, gasta exatamente o tempo que o planeta leva para dar uma volta em torno de seu eixo.

Dessa forma, o satélite permanece aparentemente parado ou estacionário sobre um ponto do equador terrestre. Por isso, ela ganha o nome de satélite geoestacionário. E essa órbita é chamada de Órbita de Arthur Clarke.

Os satélies de telecomunicações são tão importantes para mundo que hoje temos mais de 200 satélites geoestacionários em órbita e cerca de 5.000 outros, tanto de alta, quanto de baixa e média altitude.

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