As pegadihas do sentar

selo-radio-paranaNo ano seguinte ao da Copa do Mundo de 1990, na Itália, houve a Copa América, no Chile.

Aproveitando o embalo do ano anterior quando apresentamos de Turim e Roma o programa “O OUTRO LADO DA COPA”, em 1991 Léo Pereira e eu fomos para o Chile, agregados à equipe de Lombardi Júnior, para fazer trabalho idêntico ao que fora feito na Itália.

Acompanhando a “Equipe Positiva” comandada por Lombardi, foram alguns empresários de Curitiba, e entre eles José Senter que se revelou um excelente companheiro de viagem. Sempre alegre, gozador, Senter se deliciava em surpreender a gente com pegadinhas que levavam toda turma às gargalhadas quando alguém caía nelas. E o Senter era o que mais ria.

Diversos componentes da equipe, vítimas das suas pegadinhas, tentaram dar o troco, mas ele, sempre arisco, mantinha-se invicto.

Estávamos em Viña del Mar, cidade sede da equipe brasileira. Um dia, o Senter, Léo Pereira, o empresário e árbitro de futebol José Marcondes e eu, fomos conhecer a cidade portuária de Valparaiso. Fomos num táxi, ficando o Senter no banco da frente, ao lado do chofer. Papo furado, brincadeiras, gozações pelo caminho todo, e as indefectíveis pegadinhas do Senter. O taxista nada falava, mas ria conosco, e o passeio estava muito divertido.

Em dado momento, passamos perto de uma casa calcinada por um incêndio recente. Foi quando o chofer, muito sério, misturando o português com castelhano, perguntou ao Senter:

– Señor, en Brasil, como usteds… como vocês chamam los hombres que apagam el fuego en incendio?

– Bombeiros, respondeu o Senter prontamente.

E indagou curioso:

– E aqui no Chile, como vocês chamam?

– Acá, nosotros costumbramos chamar por el teléfono!

Aí, caímos no pelo do Senter. O chofer chileno vingou-se por nós e dessa vez o Senter dançou.

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