Associação de Diários do Interior celebra sucesso de debate sobre fake news

Mais de 200 pessoas participaram da Jornada de Debates promovida pela ADI – Associação de Diários do Interior, que teve como temática Fake News X True News – o valor do jornal.

(Foto: Marcos Campos)

O presidente da ADI-SC, Ámer Felix Ribeiro, apresentou o evento como um dos mais importantes do setor da Comunicação e destacou que é preciso agir e se organizar para criar estratégias para uma comunicação que proteja cada vez mais a verdade. “Somos todos os dias cobrados sobre o  valor das notícias, por causa da velocidade das informações e das transformações diárias da nossa sociedade. É nossa obrigação reforçar nosso papel social perante a divulgação de tantos fatos inverídicos. O combate às fake news é uma obrigação diária e que faz parte do nosso papel, ou seja, pela manutenção de nossa credibilidade”.

O  governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, esteve no evento e falou sobre a responsabilidade na notícia. “ADI-SC busca com debates como este conciliar essas situações com a realidade. É preciso mostrar para a população como distinguir as notícias verdadeiras das falsas. E, como este também é um ano de eleições, esperamos que a Justiça Eleitoral puna de forma exemplar aqueles que usarem deste artifício desleal e que traz grandes consequências”, afirmou o governador.

O presidente do TRE-SC Ricardo José Roesler em sua fala destacou a preocupação com o impacto das fake news nas eleições deste ano. “As notícias falsas são séria ameaça ao pleito, podendo alterar resultados em disputas acirradas”, afirmou.

“Jornalista Willian Wack, um dos palestrantes do debate (Foto: Marcos Campos)”

O jornalista Willian Wack trouxe um contexto histórico sobre fake news e também seu impacto para o pleito eleitoral. Segundo o jornalista, tem-se a falta ideia de que as fake news surgiram com o advento da internet. Porém, elas sempre existiram, mas ganham força pela questão da quebra de confiança e credibilidade das pessoas nas instituições.

“Antigamente, antes de acreditar na notícia, as pessoas buscavam nos grandes veículos de comunicação. Se eles publicavam é porque era verdade. As fake news ganharam espaço porque os veículos deixaram de entender seu  público.” Waack defendeu que, para reverter este quadro, é preciso ser transparente e ter o público como foco.

Rafael Martini trouxe um apanhado sobre a necessidade cada vez maior do desenvolvimento do jornalismo hiperlocal, fidelizando ainda mais os leitores, trazendo aquele recorte que não é possível encontrar nos grandes veículos de massa. “As fake news vão sempre existir, com maior ou menor peso, porém, uma das formas de combate-las é o entendimento real do leitor e trazendo informações quase que em tempo real, mas sem deixar de lado a apuração. Jornalismo não se faz apenas com um computador e internet. Jornalismo se faz com perguntas, com reflexão, com apuração”, destacou.

O doutorando em jornalismo Rogério Christofoletti, que estuda a temática mesmo antes do grande boom de notícias falsas, falou sobre o desafio da indústria jornalística.

Encerrando o evento, o diretor do OCP News, Marcelo Janssen apresentou um recorte sobre os caminhos e oportunidades da mídia regional, na dualidade entre a manutenção dos jornais impressos versus a popularidade da internet, e como essas tendências se convergem para a fidelização dos leitores, uma mescla que vem trazendo benefícios tanto para o modelo off-line quanto para o online.

(Fonte: Folha Extra, 25/05/2018)

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