Por J. Carino

O Rádio na Minha Vida – crônica 5

A programação radiofônica foi, e é ainda hoje, um mundo. A capilaridade do rádio é formidável. As ondas das transmissões penetram em qualquer cantinho, não somente da Terra, como de outros corpos celestes visitados pelas sondas espaciais. Haja vista as extraordinárias transmissões que cruzam o espaço sideral, tendo como portadoras as ondas hertzianas, os sons […]

O rádio na minha vida – crônica 4

Os auditórios, ah, os auditórios…  O rádio se apresentava a seus ouvintes como aquele milagre sonoro em que a realidade e a ficção nos chegavam aos ouvidos, vindas de um lugar distante onde eram produzidos, local onde, sabíamos, havia estúdios, equipamentos, salas e pessoas que trabalhavam para nos enviar um mundo de sons, seja de […]

O Rádio na Minha Vida – Crônica 3

Nesta série de crônicas, caro leitor ou ouvinte, já mencionei a importância primordial da imaginação nas transmissões radiofônicas. Como seriam, pessoalmente, aqueles cujas vozes nos chegavam pelo rádio? Aquela heroína da novela e o galã que a cortejava seriam tão lindos assim como os imaginavam os ouvintes?   Os vilões seriam, em carne e osso, […]

O RÁDIO NA MINHA VIDA – CRÔNICA 02

Na crônica anterior, caro ouvinte ou leitor desta crônica, falei em “sonoplastas”. Caso você não saiba, explico: sonoplasta era o profissional encarregado de criar, nos programas de rádio, os ruídos, ou seja, os sons que tinham a ver com a história irradiada, afora as vozes dos radioatores e os fundos musicais.     Já mencionei […]

Rádio Phillips antigo

O rádio na minha vida – Crônica 1

Era um rádio Philips, já antigo quando me entendi por gente. Caixa de madeira escura, mostrador colorido, botões grandes acinzentados. Esse maravilhoso aparelho, que povoa minhas lembranças mais remotas, era grande; tinha lá seu meio metro de largura por uns trinta centímetros de altura – descontadas as imprecisões da memória, que quase sempre aumenta ou […]

Flores na esquina

Há flores na esquina da minha rua. Não num jardim banhado pelo sol, acarinhado pela brisa fresca da manhã e regado pela chuva benfazeja. Mas, para quem tem olhos de ver, o quiosque da esquina também é um jardim. Numa caminhada, chego a esse jardim citadino e meus olhos se enchem da beleza de folhas, […]

Olhos

Abrem-se quando nascemos e se fecham quando morremos: os olhos. Para alguém privado da capacidade de ver, cerra-se essa abertura crucial para o mundo de cores e formas. Desliga-se a luz que nos invade na claridade das manhãs, na ofuscante iluminação de um meio-dia ao sol, no lusco-fusco do fim do dia e início da […]

A última partida

Havia um campo verde, que se via das alturas. Eles não sabiam, mas ali se desenrolaria a última partida – aquela que  todos perdemos. Havia a alegria das conquistas em progressão, que levaram na mala dos sonhos. Risos, conversas e alegria barulhenta talvez ainda houvesse, mas já escurecida pela noite chuvosa e má, como diria […]

Salve a imaginação!

Cresci no tempo do rádio, tempo em que a imaginação imperava. Vivemos, hoje, um tempo audiovisual, talvez muito mais visual do que auditivo. Sobretudo com o império da televisão, e depois das transmissões pela Internet, a predominância das imagens é inconteste. Ver parece ter se tornado sinônimo de viver. Naquele tempo, o cinema, com sua […]

Domingo chuvoso

  Escrevo, e ouço a chuva tamborilando no vidro da janela. Será que o recolhimento induzido pela chuva combina com domingos? Domingos não correspondem mais a dias de sol? A parques, a corridas e algazarra de crianças entre árvores frondosas, a passeios? Até nossas almas não parecem querer sair dos corpos e assumir uma vida […]