Basta!

O futebol depende do rádio e da TV e vice-versa. A violência apenas degenera a imagem dos esportes, afastando patrocinadores dos clubes e das mídias. Por esta razão, escrevi sobre o tema.

A maneira de como assistimos aos jogos de futebol nos estádios surgiu no final do século XIX, no Reino Unido. O crescimento do número de torcedores foi exponencial à popularidade do esporte, hoje o mais praticado e que movimenta as maiores somas financeiras no planeta.

A Copa do Mundo, evento de um só esporte, tem mais espectadores que os Jogos Olímpicos. Existe uma tendência do torcedor extravasar nos estádios, seja xingando o árbitro, outros torcedores ou até mesmo partindo para violência, objeto deste artigo…

O número de delinqüentes infiltrados entre as pessoas de bem que vão aos jogos aumentou na última década, e nem medidas paliativas como as contempladas no Estatuto do Torcedor foram capazes de impedir.

Proponho, então, para amenizar o problema que já causa prejuízos aos clubes, afasta as famílias e crianças dos estádios e provoca severos danos à coletividade:

1 – Proibir a venda de bebidas alcoólicas no interior e nas imediações dos estádios.

2 – Fotografar digitalmente cada torcedor para posterior comparação com imagens das câmeras de segurança, que devem estar presente em todas as partidas.

3 – O serviço de inteligência da polícia deve investigar permanentemente quaisquer manifestações de violência, racismo ou incitação à desordem pública durante toda a semana, e não somente nos dias de jogos. Muita coisa é planejada pela internet, em redes de relacionamento.

4 – A polícia deve se fazer presente à paisana, entre os torcedores, promovendo a repressão imediata.

5 – Punição severa a quem atirar objetos no campo de jogo, proibindo o infrator de, na primeira vez, da presença em jogos por um ano. Na segunda ocorrência, o delinqüente deve se apresentar à delegacia de polícia uma hora antes e ali permanecer até uma hora após o término do evento, sendo vedada a informação do andamento da partida pelo rádio, telefone celular ou televisão.

Muitos especialistas consideram a extinção das torcidas organizadas. Considero tal medida inconstitucional, pois o Brasil é um estado democrático de direito, que preserva o direito de livre manifestação da pessoa.

Leis adequadas ainda não foram elaboradas no Brasil. Os dirigentes eximem-se de qualquer culpa e, na maioria das vezes, os infratores não são punidos severamente.

As leis aplicadas aos incidentes de violência nos estádios e ginásios são apenas as constantes do código penal, sem um tratamento específico, dificultando o andamento eficaz dos processos, o que promove a impunidade.

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