Boca ligeira…

O ditado é velho e diz mais ou menos assim;” quando a boca é mais rápida que a cabeça, sai bobagem”. O ditado ensina que é mais seguro pensar, antes de começar a falar. Nem sempre é isso que acontece nos programas jornalísticos de televisão.  A improvisação somada ao pequeno espaço de tempo para dizer o que se pretende, muitas vezes leva o apresentador a cometer gafes, perdoáveis, mas que poderiam ser evitadas. As duas últimas anotadas pelo cronista vêm de profissionais que desempenham suas funções com bom padrão de correção. No Bom Dia Brasil de quarta-feira, nove de fevereiro, a apresentadora começou a falar (muito rápido) do calor em São Paulo e chamou sua colega Carla. “Que calorão em São Paulo, heim.” Na seqüência quis saber o que os meteorologistas dizem sobre as causas de tanto tempo quente. A resposta veio curta e objetiva; “eles dizem que a falta de nuvens e muito sol é que provocam tanto calor”.

Bem, se não tiver sol e o céu estiver encoberto por muitas nuvens, é certo que o calor não vai ser intenso. Será que há outra forma de explicar o calorão paulista.?

No mesmo programa o apresentador chamou Salvador onde grevistas estavam deixando a Assembléia Legislativa. Vamos a Salvador onde está havendo a desocupação dos grevistas”.

Ops, os grevistas estavam ocupados por alguém ou alguma coisa. Foram desocupados, como?

O que se viu foi grevistas desocupando o recinto do legislativo estadual. As gafes acontecem de muitas maneiras e por muitos motivos. A necessidade de falar rápido para se enquadrar no tempo disponível, muitas vezes leva o apresentador a situações como as registradas; cometem gafes que confirmam o ditado; quando a boca é mais rápida que a cabeça, pode sair bobagem.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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