BOTOX ELETRÔNICO

Computador vicia, dizem alguns entendidos. Afirmam que uma parcela muito expressiva de adolescentes da classe média não desgruda o olho do computador, quer fazendo joguinhos ou até participando de conversas de todo tipo, algumas consideradas impróprias. Mas, não são somente os adolescentes que se apaixonam por essa maquininha mágica que coloca um mundo de informações dentro de sua casa.
Por Jamur Júnior

Quem começou a usar o computador, dificilmente consegue viver longe dele. Pesquisas escolares, correio entre amigos, compras, noticias do mundo e mais uma infinidade de coisas, vêm pelo computador com facilidade e baixo custo. Quem escreve, como nós jornalistas, não trabalha sem computador. Ele facilitou a tarefa de cada profissional, dando velocidade na composição de textos e ajudando, inclusive, na sua correção. 
Na Televisão o computador substituiu aquelas pesadas maquinas de VT em que se fazia (alguns ainda fazem) a edição de programas e matérias jornalísticas. Tudo ficou mais fácil, inclusive para cantores e atores que atuam nas novelas. Pelo computador da para melhorar a afinação, o ritmo de quem não canta, lá muito bem, produzir cenários maravilhosos nos programas da televisão e até alterar ou mesmo melhorar em muito a aparência de artistas. Ai é que entram uma ponta de decepção.
Recentemente a atriz Regina Duarte afirmou em entrevista que o computador tem dado uma ajuda muito grande para que sua figura apareça na telinha com pele jovem, lisa e com frescor de menina. A atriz ficou assustada com o que viu. O computador produziu uma reforma facial tão eficiente e profunda, que Regina Duarte ficou com a cara da filha. Pois, é, se o computador, por um lado melhora a aparência, tirando rugas, papadas e pelancas, por outro, frustra o telespectador quando encontra uma famosa da TV no shopping, com aparência normal, sem auxilio do computador, exibindo as malvadezas que o tempo faz na cara da gente.
Na época de Tonia Carreiro, Eliana e outras estrelas de filmes e novelas, não havia surpresa. A cara que você via na tela era a mesma fora dela. As rugas, imperfeições e marcas do tempo, ficavam escondidas atrás do grande talento artístico.


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Por Jamur Júnior

Radialista e jornalista e foi apresentador noticiarista de rádio e televisão em emissoras de Curitiba e Florianópolis. É autor dos livros Pequena História de Grandes Talentos contando os primeiros passos da TV no Paraná e Sintonia Fina – histórias do Rádio. Jamur foi um dos precursores do telejornalismo em Curitiba.
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