Brasil, EUA e Unesco lançam projeto de combate à discriminação racial

“Ensinando Respeito para Todos” visa desenvolver ferramentas práticas para que questões ligadas ao racismo e à intolerância possam ser abordadas já na escola

MíDIA | Rádio ONU | Mônica Villela Grayley em Nova York

Foto World Bank

“Ensinando Respeito para Todos”: é um projeto que reconhece o papel fundamental de escolas no combate à discriminação racial e étnica. O conceito nasceu da cooperação entre a Unesco, os Estados Unidos e o Brasil. O projeto deve desenvolver, nos proximos três anos, currículos que promovam a tolerância e os direitos humanos nas escolas. Segundo a Unesco, a população mundial esta sendo confrontada com racismo, xenofobia e intolerância em ascensão. Para a organização, a educação é uma das chaves para fortalecer o espírito de tolerância, reduzir a discriminação e a violência e promover a aprendizagem de convivência.  Lançado, nesta quarta-feira, na presença da diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, e da secretária de Estado adjunta para Assuntos de Organizações Internacionais dos Estados Unidos, Esther Brimmereste, o evento conta com representantes do governo, especialistas e profissionais de diferentes partes do mundo. O secretário-executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial no Brasil, Mário Theodoro Lisbôa, representante do Brasil no evento, afirmou a importância do papel de escolas na promoção da tolerância e dos direitos humanos. (Anelise Borges, da Rádio ONU em Paris).

“A escola, talvez, seja o grande instrumento de equalização. Se tivermos uma escola que ensine e que eduque de uma forma igual os cidadãos, esses cidadãos vão chegar com as mesmas condições de disputa por mercado de trabalho e condições de vida lá na frente”.

Para Mário Theodoro Lisbôa, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer quando o assunto é discriminação racial, porém o pais esta na direção certa quando escolhe o campo da educação para tratar do problema.

“Na educação é que a gente vai formar pontos de vista, mas também preconceitos, ou destruir os preconceitos. Se a gente faz uma educação que seja mais aberta, mais plural, com menos preconceito, nós vamos ter brasileiros menos preconceituosos e brasileiros que vão estar acostumados a um país mais diversificado”.

O secretário-executivo explicou, ainda, as afinidades entre Brasil e Estados Unidos em relação às questões raciais.

“Nos Estados Unidos, que é uma das sociedades mais parecidas com o Brasil, pelo tamanho, pela história de diversidade, também existem práticas. E essa ideia de se compartilhar essas duas experiências, num primeiro momento, para num segundo momento explicitá-las e colocá-las como referência para os outros países é uma ideia bem interessante, eu acho que todos têm a lucrar com isso. Brasil, Estados Unidos e os outros países”.

Estudantes americanos e brasileiros, do Centro Educacional para Jovens Bagunçaço em Salvador, na Bahia, vão participar da sessão de lançamento do projeto por videoconferência.

Inicialmente, o “Ensinando Respeito para Todos” vai rever a legislação, currículos e políticas que já incluem um componente de educação para a tolerância, e identificar as melhores práticas neste domínio.

Numa segunda fase, o projeto vai desenvolver recursos educacionais e currículos. Ferramentas práticas e livros didáticos sobre como integrar a luta contra a discriminação e reforçar a tolerância na educação vão ser fornecidos.

Um grupo de experts, que incluiu especialistas na luta contra o racismo, educação para a tolerância e direitos humanos, vai ser estabelecido. Além disso, duas plataformas online vão ser criadas: uma para profissionais da educação, e outra para os estudantes. O objetivo é compartilhar experiências e fazer sugestões durante o processo.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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