Brasil financia projetos de compra de alimentos em cinco países africanos

O programa será implementado por duas entidades da ONU para beneficiar agricultores e populações vulneráveis na Etiópia, Malawi, Moçambique, Níger e Senegal.

MÍDIA | Camila Viegas-Lee, da Rádio ONU em Nova York

O Brasil anunciou que deve ceder mais do que US$ 2,3 milhões, o equivalente a R$ 4 milhões, para apoiar um novo programa de compra de alimentos a ser implementado por duas entidades das Nações Unidas para beneficiar agricultores e populações vulneráveis na Etiópia, Malawi, Moçambique, Níger e Senegal. Segundo um acordo assinado em Roma, o Brasil vai financiar o projeto a ser criado pela Organização da Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e, FAO, e pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA. O programa também vai levar em consideração a experiência do Programa de Aquisição de Alimentos, PAA, que compra produtos agrícolas de pequenos produtores e os distribui a grupos vulneráveis, inclusive a crianças e jovens através de programas de alimentação escolar. O PAA faz parte do programa Fome Zero.

A FAO que deve receber US$ 1,55 milhões vai cuidar da produção do novo projeto, fornecendo sementes e fertilizantes e aumentando a capacidade de pequenos agricultores e associações de agricultores de cultivar, processar e vender seus produtos. A FAO vai também mobilizar especialistas brasileiros para apoiar as iniciativas locais de compra.

O PMA, por sua vez, deve receber US$ 800 mil e será responsável por organizar a compra e entrega de alimentos para escolas e grupos vulneráveis.

Compra para o Progresso

O programa já compra alimentos localmente para seus programas e está implementando um piloto chamado “Compra para o Progresso” que procura maneiras mais diretas para comprar de pequenos produtores. O programa brasileiro financiado dará um novo impulso às compras de agricultores locais e sistemas de alimentação escolar de produção local.Segundo a FAO, os programas de aquisição de alimentos fornecem uma nova perspectiva sobre o desenvolvimento agrícola e intervenções alimentares.

A tradicional ênfase na ajuda de transferência de tecnologia e assistência será substituída por um esforço para assegurar as condições sociais e institucionais necessárias para garantir que as populações em risco tenham acesso a alimentos de qualidade produzidos através da participação dos pequenos agricultores no mercado.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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