Brasil mostra redução na desigualdade social, diz Banco Mundial

Segundo relatório do Banco Mundial, boas políticas econômicas e sociais ajudaram a reduzir a desigualdade da população brasileira; o Brasil costumava ter a taxa de desigualdade social mais elevada do mundo.

MÍDIA | Camila Viegas-Lee, da Rádio ONU em Nova York

Em relatório publicado nesta quarta-feira, o Banco Mundial divulgou que a combinação de boas políticas econômicas e sociais contribuiu para uma sustentada redução da desigualdade na população brasileira. O Banco Mundial realizou mais de 850 entrevistas domiciliares em quase 130 países e concluiu que entre 2005 e 2008 o percentual de pessoas que viveram na extrema pobreza caiu. Hoje há 1,29 bilhão de pessoas vivendo com menos de US$1,25 por dia, ou R$2,13. Isso equivale a 22% da população do mundo em desenvolvimento. Em 1981, havia 1,94 bilhão de pessoas.

Essa é a primeira vez que o banco detecta uma queda simultânea em todas as regiões do mundo em desenvolvimento, durante um período de três anos, desde que começou a monitorar a pobreza extrema em 1981.

Ao contrário da China, em que a redução da desigualdade social foi causada pelo crescimento econômico, o Brasil contou com uma combinação de políticas econômicas e sociais o que resultou numa redução sustentada de desigualdade.

Segundo o diretor do Grupo de Pesquisa do Banco, Martin Ravallion, o Brasil tem vivido uma reviravolta nas políticas sociais, que agora são mais efetivas, e nas políticas econômicas – o que certamente ajudou a reduzir a desigualdade e tem sido extremamente importante para a história do país.

Ravallion lembrou ainda que o Brasil teve a “duvidosa honra” de ser considerado um dos países mais desiguais do mundo ao lado da África do Sul.

Apesar de haver ocorrido melhorias na América Latina como todo, a desigualdade de renda, de oportunidades e a exclusão social são ainda muito altas.

Para o diretor do Grupo de Redução da Pobreza e da Desigualdade do Banco Mundial, Jaime Saavedra, não há uma receita única para o ataque contra a pobreza. Ele deve ser feito em múltiplas frentes – diferentes para cada país.

Saavedra diz que a pobreza diminuiu no Brasil não apenas por causa de políticas sociais mas também por causa de um melhor engajamento no mercado de trabalho. A queda está relacionada à participação da força de trabalho das mulheres, a uma maior produtividade, ao aumento de empregos. Além disso, é preciso garantir que os pobres tenham acesso ao mercado, a alimentos e serviços essenciais.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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