Brasil quer texto “ambicioso” para a Rio+20

Subsecretário para o Meio Ambiente do Itamaraty afirma que país vai lutar por um documento final o mais completo possível; negociações para a declaração ocorrem na próxima semana.

MÍDIA | Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York

O Brasil participa na próxima semana, em Nova York, das negociações sobre o texto final da Rio+20, com a missão de “lutar” por uma declaração a mais completa possível. A afirmação é do subsecretário para o Meio Ambiente do Itamaraty, Luiz Alberto Figueiredo Machado, em entrevista à Rádio ONU. “Nós esperamos que esse texto já seja uma ponte entre as diversas posições, e o Brasil vai lutar para que o texto saia de Nova York o mais pronto possível para chegar ao Rio apenas faltando detalhes finais”. O embaixador brasileiro já está em Nova York e estará presente, ao lado de delegações de todo o mundo, na rodada de negociações, que começa na terça, 29, e vai até 2 de junho.

Os cinco dias foram adicionados no começo deste mês, para que os países possam entrar em um consenso sobre a declaração final da Rio+20.

Segundo o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, o Brasil quer um texto “ambicioso” e defende mudanças nos padrões de consumo.

“Mas que antes de tudo, seja um texto ambicioso, visionário, um texto que mostre claramente que algo está errado e que nós temos que mudar padrões. Padrões de desenvolvimento, padrões de consumo, de produção, para que nós próximos 20 anos, todos os países prosperem economicamente, promovam a inclusão social e a proteção ambiental.”

O subsecretario para o Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores participou nessa terça-feira de um debate sobre a Rio+20.

No encontro, organizado pela Assembleia Geral, Luiz Alberto Figueiredo Machado ressaltou a importância da participação da sociedade civil para o sucesso da Conferência.

A reunião de Alto Nível ocorre de 20 a 22 de junho, no Rio de Janeiro e marca os 20 anos desde a Eco-92.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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