Caçar asteroides deixará de ser ficção

MILTON – Bom dia, Ethevaldo, como vai?

ETHEVALDO: Bom dia, Milton, bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

MILTON – Ethevaldo, hoje é sexta-feira e você prometeu falar sobre o projeto de caça aos asteroides da NASA em 2022.

ETHEVALDO: Vamos lá, Milton. Não se trata de ficção, Milton. Vou apenas comentar um projeto da NASA. Imagine que estejamos no dia 27 de junho de 2022, daqui a exatos 9 anos, e a NASA acaba de detectar um asteroide que se desloca em direção à Terra. O asteroide tem diâmetro de 1 km ou seja, 60 vezes maior do que aquele que caiu no ano passado e Chelyabinsk, na Rússia.

Para evitar esse possível choque catastrófico com a Terra, a NASA estará pondo em prática um projeto iniciado em 2012, usando o Veículo de Redirecionamento Robótico de Asteroide, que será levado até as proximidades do meteoro pelo ORION, o veículo sucessor do ônibus espacial, e que será tripulado por dois astronautas.

Nove dias depois, ao chegar nas proximidades do asteroide, os dois astronautas vão envolvê-lo com cabos especiais, acionar seus motores para desviá-lo de sua rota em direção às Lua e, por fim, e colocá-lo em órbita lunar.

MILTON – Qual é o perigo para a humanidade se um grande meteoro vier a se chocar com a Terra?

ETHEVALDO: Tudo depende do tamanho desse meteoro ou asteroide, Milton. Diariamente milhares de meteoritos entram na atmosfera terrestre e são destruídos pelo calo gerado pelo atrito. O que preocupa são os maiores, que atingem a superfície do planeta e podem causar muito estrago.

Em Chelyabinsk, na Rússia, o meteoro que explodiu na atmosfera perto da cidade em fevereiro de 2013, tinha 19 metros de diâmetro e a força explosiva de 500 mil toneladas de TNT.

MILTON – E o que pode acontecer no caso de asteroides de grandes dimensões que venham a cair sobre a Terra?

ETHEVALDO: Pode ser uma catástrofe. Milton. O melhor exemplo talvez seja lembrar um caso concreto, como o do meteoro gigante que caiu na Península de Iucatã, no México, há 65 milhões de anos, causando a extinção dos dinossauros. E pior: quase eliminou a vida sobre a Terra.

O mundo foi envolto em fumaça e nuvens por mais de um século. A temperatura nas regiões tropicais caiu a muitos graus abaixo de zero.

O asteroide tinha mais de 10 km de diâmetro e o impacto dele contra a superfície do planeta liberou energia equivalente à da explosão de 5 bilhões de bombas atômicas com as utilizadas em Hiroshima e Nagasaki.

MILTON – Você acredita que esse projeto da NASA de caça aos asteroides pode realmente funcionar?

ETHEVALDO: Acredito, Milton. E mais do que isso: é importante que a NASA e outras agências espaciais do mundo invistam nesse tipo de projeto, porque ele representa uma questão de sobrevivência da humanidade.

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