Câmara reverencia Zininho, autor do hino da cidade

A semana começou com festa para os 50 anos da marcha-rancho que imortalizou e mantém viva uma das mais belas criações do cancioneiro ilhéu.

homeng_50anos_ranchoamorilha_14_09_15_25_1O Rancho do Amor à Ilha, criação do poeta e compositor Cláudio Alvim Barbosa, foi o tema da sessão especial da Câmara Municipal de Florianópolis realizada na tarde desta segunda-feira, 14 de setembro de 2015.

O ato presidido pelo vereador Erádio Manoel Gonçalves, resultou de proposição apresentada à Casa pelo vereador Pedro de Assis Silveira (Pedrão) e contou com a participação de familiares e amigos de Zininho.

Texto da mensagem lida na abertura da sessão.

A partir da esquerda: Vereador Pedrão, Dona Ivette, filhos e netos

A partir da esquerda: Vereador Pedrão,  a esposa de Zininho , dona Ivette, filhos e netos

“Em um pedacinho de terra perdido no mar, um poeta com tanto para cantar, narrou em canção uma beleza sem par. Num pedacinho de terra, onde há moça faceira e velha rendeira, é a querida figueira quem faz fantasiar. Em um local onde a natureza reuniu tanta beleza, a lagoa formosa é uma ternura de rosa. Vaidosa, sestrosa e dengosa, a lua é cristal que se espelha, tornando-se um verdadeiro poema ao luar.

A poesia de Claudio Alvim Barbosa, o Zininho, tocou mais forte o coração dos jurados que, em 1965, por meio do concurso “Uma canção para Florianópolis”, promovido pela Prefeitura, escolheram a canção como a que melhor representava a cidade. Mais tarde, em 1968, a música foi oficializada como o hino da Capital catarinense.

Mas, por pouco Zininho não ficou de fora da competição. Foi por incentivo do amigo Antunes Severo e do então prefeito, o General Vieira da Rosa, que o poeta, renomado no meio artístico, decidiu aceitar o desafio e escrever a letra. Foi deitado na rede em sua casa no bairro Balneário que Zininho começou a sua principal obra e a inspiração estava por todos os cantos, e com mil encantos, a Ilha da Magia exibia-se para ser cantada. E foi. Virou mais que um Rancho do Amor à Ilha, tornou-se a mais linda declaração de amor a Florianópolis.

Para comemorar os 50 anos da criação do Rancho do Amor à Ilha, a Câmara realizou nesta segunda-feira, 14 de setembro, uma Sessão Especial, em atendimento ao requerimento do vereador Pedro de Assis Silvestre (PP).

Vereador Pedro de Assis/Pedrão

Vereador Pedro de Assis/Pedrão

O requerente da homenagem, vereador Pedrão, enfatizou em seu discurso que mesmo após 50 anos de criação, o Rancho do Amor à Ilha continua contemporâneo, conquistando a admiração de todas as gerações que assim como Zininho cantam com orgulho seu amor por Florianópolis. “A Câmara Municipal de Florianópolis tem o dever de reconhecer tudo o que faz bem para a nossa cidade. Homenagear o poeta Zininho é homenagear os 50 anos de amor, de carinho e de felicidade dedicados a Florianópolis”.

A homenagem contou com a presença de todos dos familiares de Zininho, falecido em 1998, inclusive a viúva, Ivete Vieira Barbosa, e os filhos Claudia Regina Barbosa e Jairo Alvim Barbosa. Emocionada, a filha que herdou o dom artístico, agradeceu o carinho e reconhecimento da Casa Legislativa e enalteceu o orgulho que sente pelo legado do pai. “Não conheço uma declaração de amor tão linda como o Rancho e também não conheço uma cidade que tenha sido tão bem homenageada”.

Intérpretes: Henrique, Cláudia e Lui

Intérpretes: Henrique, Cláudia e Lui

O presidente da Câmara Municipal de Florianópolis, Erádio Manoel Gonçalves (PSD), destacou que a música tem um papel importante na formação de uma entidade regional, contribuindo na criação de raízes e no fortalecimento da cultura. “Esta solenidade homenageia não apenas uma bela canção, mas também seu criador, Zininho, que soube com graça, poesia e beleza retratar nossa cidade, nosso relevo, nosso povo, nossa vida e a magia que faz de Florianópolis ser esta cidade sem igual”.

Como em todas as solenidades especiais realizadas pela Câmara, a desta segunda-feira também terminou com o Rancho do Amor à Ilha, mas desta vez o hino foi cantado pela filha de seu compositor, Claudia Barbosa, e entre os músicos estava o neto Lui Barbosa Almeida. O poeta que jamais teve tanto para cantar foi também o que mais encantou com a beleza de uma canção que deixou ainda mais mágico este pedacinho de terra perdido no mar”.

(Por Assessoria de Comunicação da Câmara).

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *