Carne assada

Dia 8 de maio é dia do aniversário do Roberto Alves, querido Roberto que veio ao mundo exatamente no Dia Internacional da Mulher. Poderia ter sido uma linda menina, bem nascida, hoje, talvez uma estrela da RBS, de qualquer jeito.

[Por Marcelo Fernandes]

Sensível e dono de uma invejável inteligência emocional, bem aos moldes das mulheres que vivem a nos dominar, Roberto honra sua data de nascimento. Ora, que preconceituosa observação! O Alves – como gosta de chamar o professor Ostermann – tem a fineza de poucos, é um virtuose, como grandes homens e mulheres, afinal.

“Franguisses” à parte, vamos ao assunto. Estávamos todos, colegas da Rádio CBN/Diário no aniversário do nosso Roberto Alves. Festa de muitos espetos, boa carne, fartas e bem decoradas saladas, tudo montado sob a batuta da competente e sempre salvadora Dona Adilcéia, a Céia para poucos, esposa do Roberto.

Abre aspas. Vale explicar porque “salvadora”. Roberto é um zero à esquerda (mas bem à esquerda, esquerda raivosa, digamos) na cozinha. É um inábil confesso. Só para se ter uma idéia, ele mesmo conta que certa vez a empregada pediu para ele trazer do mercado um quilo de farinha de mandioca para o churrasco e ele acabou trazendo um belo pacote de farinha de trigo. Quase sai uma picanha empanada. Portanto, sem a “salvadora” e firme presença da Dona Céia, nada aconteceria na mesa de jantar daquela esplendorosa cobertura. Fecha aspas.

Muito bem. Lá estávamos nós, degustando uns suculentos aperitivos, assados pelo hoje narrador da Rádio Guarujá Sérgio Murilo (na época o Sérgio era repórter da Rádio CBN/Diário). Entre uma piada e outra, me dou conta que poderia estar ali uma boa oportunidade de fazer uma bela entrevista, bem descontraída, muito adequada ao programa “Domingo Esportivo”, recém criado, que eu iria apresentar, e que pretendia ser leve, alegre, uma espécie de “escada” para o início da jornada que vinha em seguida.

De gravador em punho saí a entrevistar os amigos e colegas sobre os mais variados temas, no clima da festa. Foi aí que tropecei numa tirada sensacional do aniversariante, que rendeu muitas gargalhadas e a minha desistência de fazer alguma coisa relativamente aproveitável naquela altura do campeonato, já um tanto comprometido para o exame antidoping. Foi assim, minha tentativa de gravação:
-Agora, o Roberto Alves vai revelar, com exclusividade para os amigos do “Domingo Esportivo”, o segredo para se assar uma carne como esta que temos aqui, hoje.
-Olha, meu caro Marcelo Fernandes, na verdade, tas compreendendo, eu não entendo nada de carne. Vou te adiantando que aqui em casa quando tem carne assada, eu mando comprar Hipoglós na farmácia e tá resolvido!
Imbatível, o Roberto.

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