Caros Ouvintes, essa ideia não pode se perder no ar

Hélio Ribeiro

A consciência de que temos uma história notável no campo da comunicação e de que nos falta é fazer o registro dos dados que estão se esvaindo com o tempo é que deu origem ao projeto Caros Ouvintes. Primeiro como livro, em seguida como site na web e terceiro com a criação do Instituto Caros Ouvintes. Por isso, volta e meia, este tema está sendo retomado aqui neste site. Dessa vez o alerta veio com a mensagem do leitor-ouvinte Celso Casemiro que faz parte do Memorial Hélio Ribeiro e do qual ele nos envia o podcast que estamos publicando. Trata-se da gravação de um trecho do comentário (de improviso) que Hélio fez quando da morte de Manuel da Nóbrega. Mas, antes de ouvir, insisto em lembrar  que a radiodifusão brasileira é rica em história e paupérrima em memória. Os estudos sobre a transmissão de sinais por ondas eletromagnéticas remontam ao século 19 quando, por exemplo, se destacaram os estudos do padre Roberto Landell de Moura, embora os relatos científicos e o próprio reconhecimento oficial atribuam maior importância a cientistas de outros países.  Passados mais de 150 anos, a indústria da comunicação no Brasil tem relevante posição econômica,  técnica e reconhecimento internacional. Entretanto, os que fizeram e fazem o rádio e a televisão no país continuam, em sua esmagadora maioria, como ilustres desconhecidos. Mas, felizmente existem iniciativas que visam mudar essa “falta de memória”: é o caso do recém criado Memorial de Landell de Moura e o Memorial Hélio Ribeiro com mais de 10 anos de existência.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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