Casa da Memória

A Coordenadoria de Patrimônio Cultural da Fundação Franklin Cascaes, de Florianópolis, entre os projetos de resgate, preservação e divulgação da memória do município, inaugurou no dia 30 de março de 2004 o seu centro de documentação – a Casa da Memória de Florianópolis.
Por Salete Souza

Através dela, são reunidos, recuperados, organizados, preservados e divulgados registros visuais, sonoros, bibliográficos e documentais relativos à história, à memória, à identidade e à produção cultural da cidade. O acervo atual dispõe de 711 gravações sonoras, 660 vídeos, 5.285 itens iconográficos, 18 CDs-ROM, 26 exposições itinerantes (históricas, artísticas, folclóricas e urbanísticas), 2.722 volumes de livros nacionais e estrangeiros, mais de dez mil imagens em preto e branco e coloridas.
Seus principais núcleos são o Banco de Imagens, que reúne milhares de fotografias e slides de caráter biográfico, histórico e/ou geográfico; o Arquivo Zininho, núcleo de imagem e som, que disponibiliza um acervo com ênfase às coleções reunidas pelo poeta Cláudio Alvim Barbosa; o Arquivo das Artes, que disponibiliza documentos sobre as artes cênicas de Florianópolis; e a Biblioteca, que presta apoio aos técnicos da Fundação e à comunidade em geral, com publicações nas áreas de cultura popular, folclore, cinema, dança, teatro, história, patrimônio arquitetônico, entre outros.
A Casa da Memória está instalada no imóvel situado na Rua Padre Miguelinho, esquina com a Rua Anita Garibaldi, no centro histórico do município. O prédio, de características arquitetônicas ecléticas, foi construído na década de 1920 para sediar o antigo Partido Republicano Catarinense, na gestão do governador Adolfo Konder. De 1949 a 1978, foi ocupado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC) e, em seguida, pela Ordem dos Advogados de Santa Catarina (OAB/SC), até 1995. Tombada por leis municipal e estadual, a casa foi doada à Prefeitura pelo governo do Estado, em dezembro de 1999
Da Redação:
A professora Salete Cecília de Souza, 36 anos, é palhocense. Mestre em Engenharia da Produção; Bibliotecária da Unisul há 10 anos; Docente na Unisul Virtual. Pesquisa sobre acessibilidade informacional desde 2001, ano que iniciou um trabalho com alunos cegos e com visão subnormal no ensino superior.

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