Cesse tudo o que a musa antiga canta… pelo menos por enquanto

Venho por dever de ofício e em nome da paz, mas também pelo amor que tenho por esta cidade e pelos desafios da comunicação, manifestar-me sobre os rumos que vêm tomando em suas manifestações os interlocutores no tocante ao “Símbolo” para a cidade de Florianópolis.

As três opções da marca Florianópolis colocadas em votação

As três opções da marca Florianópolis colocadas em votação

Nada retoco com relação aos méritos da iniciativa nem julgo as intenções de quantos estejam envolvidos no tema. O que me fez tirar o pijama e vir a esta tribuna foi o desnecessário desgaste que percebo nas posições que se estão radicalizando em alguns casos.

Vejo no tema aspectos diversos que merecem tratamento específico e ao mesmo tempo diferenteciado em cada caso:

É um caso de amor que nos envolve a todos: autóctones, residentes, visitantes e vizinhos. Todos, todos podem e devem ser ouvidos. E, portanto, deve ser avaliado por estudos acadêmicos de diferentes áreas do conhecimento.

É uma ação sócio-política em que líderes reconhecidos e com credibilidade ilibada não devem e não podem deixar de ser consultados.

É um desafio para especialistas em economia, finanças, investimentos como mandam os ditames das ciências econômicas.

É um caso dos domínios do marketing em que definição de objetivos, pesquisa e análise são fundamentais e devem ser tratados profissionalmente.

É, sobretudo, uma atividade eminentemente técnica do campo das ciências do Design Gráfico.

Nem tudo, porém, está perdido. A causa é justa, as intenções são sadias e a repercussão é um estímulo positivo em tempos tão desacreditados. A própria mídia, Saravá! Está olhando um pouco além dos desastres, crimes hediondos, irreverências sexuais e outras tantas “matérias exclusivas” com que eivam suas páginas, seus espaços, seus intestinos.

Folgo em ver o cuidado com que Carlos Damião trata o assunto em seu Ponto Final, na penúltima página do ND Florianópolis, particularmente a abordagem que fez em sua página desta sexta-feira, 17/07 quando diz que a Marca Florianópolis deve ser reanalisada e comenta “Há um grande desconforto nos meios oficiais com a repercussão da enquete sobre a Marca Florianópolis, com três modelos amplamente rejeitados, não só nas redes sociais, mas em todos os meios profissionais ligados à comunicação e ao marketing”.  E finaliza “Sugerimos, cordialmente, que a Setur abra o debate junto à comunidade profissional sobre os rumos do projeto, levando em conta suas colaborações”, como “enfatiza o documento dos designers gráficos”.

Cito, feliz e concordante com que escreve Emílio Cerri em seu Face deste sábado, 18/7 sob o título Identidade de cidades: um caso educativo que destaco a seguir. “Em meio a esse imbróglio do “logotipo” para Florianópolis vou colocar mais lenha relembrando um caso contado por meu parceiro e amigo César García, CEO e CCO da agência espanhola Bob. Envolve a comunidade de Leganés, com 180 mil habitantes, ao sul de Madri. Acho que é muito educativo e merece reflexão dos administradores públicos, dos profissionais de marketing/branding e da academia. Muita atenção para o último parágrafo dessa narrativa.

O prefeito queria dar um novo impulso à cidade e decidiu fazer o que hoje se chama de “marketing de cidades” (e aí entra o “branding de cidades”). Pediu aconselhamento à agência e foi desenvolvido um plano de comunicação. A primeira decisão foi criar uma nova imagem gráfica para simbolizar essa mudança, um novo logotipo da cidade para estabelecer uma “marca” (não se tratava de mudar os símbolos oficiais). A segunda decisão foi não impor a nova marca. Se fosse tentada uma imposição o logotipo poderia não se consolidar e o prefeito ainda seria acusado de gastar dinheiro público inutilmente. É certo que o prefeito e sua equipe haviam conseguido alguns progressos para a cidade, mas sentiam que os cidadãos não os valorizavam. O problema estava na frente dos nossos narizes: como apresentar uma nova imagem da cidade se as pessoas não percebiam essa realidade?”

Bem, caro leitor destas bem intencionadas linhas escritas neste domingo, 19/07, ensolarado, temperatura de 23 graus centígrados, ruas quase vazias, baías tranquilas, azuis refletindo o céu que nos acolhe, nos anima, nos acarinha e nos torna mais felizes, era o que eu tinha a dizer. Sei que você merece muito mais, mas faço o que posso… pelo menos por enquanto.

PS – E em quanto você espera “Que outro valor mais alto se alevanta”, acompanhe-nos, venha navegar conosco nas páginas do www.carossouvintes.org.br ; http://www.comgurus.com.br/ ; nas redes sociais e pelos velhos, mas ainda funcionais e-mails: antunessevero1@gmail.com; carlosdamiao@gmail.com e do emilio@ecentiva.com.br

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