Claudio Brito, samba no pé e categoria no microfone

Em fevereiro, tem carnaval e ele se divide entre as várias avenidas por onde soam a cuíca e o tamborim. Chega, na prática, a não dormir. Está no Rio de Janeiro, sai do sambódromo, embarca para Porto Alegre, nova noite ao microfone da Gaúcha e, se soarem com força os cantos do samba e a batida sincopada das baterias, vai também para outras cidades. No resto do ano, faz jornalismo com um pé na música e outro na notícia.

Ex-promotor, é ainda uma das vozes mais afinadas na análise das coisas da justiça, nas coisas do dia-a-dia, em rádio, TV e jornal. Claudio Brito, com este currículo, faz do início das noites um momento diferente no rádio do Rio Grande do Sul com o seu Gaúcha 19 Horas, ocupando o antigo espaço da Voz do Brasil.

Um apaixonado por rádio, Claudio Brito conjuga em seu programa, de segunda a sexta-feira, todos os elementos que fazem da linguagem do veículo algo especial. Traz a informação, em um horário essencial para quem se desloca no retorno para casa. Conversa com os que são notícia ou têm algo para opinar a respeito dos fatos do dia. E dá uma quebrada nas mazelas do cotidiano com boa música. É radiojornalismo e, às vezes – por que não? –, quase rádio popular. É, em uma palavra, rádio.

Das 19 às 20h, Brito ainda dá espaço às vozes do interior, conhecidas suas, de profissional de rádio que convive com outros como ele. Aproveita a Rede Gaúcha Sat e faz um rodízio pelas emissoras. A cada início de noite, sempre que possível, lá está o radialista do interior e a vinheta da sua estação. Ao final de cada fala, vem um “Então, assina e carimba…” do apresentador e, na resposta, do outro lado da linha, onde estiver algo que possa interessar ao ouvinte, “De tal lugar, fulano de tal, especial para o Gaúcha 19 Horas”. É uma marca do programa e de um profissional que também marca a vida do seu público. Aliás, como todo bom radialista, fazendo do microfone uma missão.

Este texto foi escrito antes de uma medida absurda tirar dos gaúchos o programa do Brito. Na sexta, dia 14, as rádios do estado foram obrigadas a voltar a transmitir a Voz do Brasil das 19 às 20h. Uma pena!

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