Coisas estranhas na telinha

A televisão continua sendo a principal diversão de grande parte do povo brasileiro.

Antes de sua chegada era o rádio, dono absoluto, da preferência popular, que continua sendo importante, mesmo atuando num segundo plano. Os ouvintes passavam grande parte do tempo ouvindo rádio.

A TV mudou hábitos e conquistou o grande publico. É a fonte principal de distração e uma das mais notáveis nas gafes e coisas estranhas que surgem na telinha. Nesse período de Copa do Mundo, em que a maioria das pessoas passa grande parte do tempo de olho no televisor, os tropeços e até algumas babaquices surgem com mais frequência.

Um comercial de automóvel, mostra o veículo circulando por uma pista com muitos obstáculos e um texto que qualquer governista poderia considerar injurioso. Diz o texto: o carro “tal” adaptado para as condições das estradas brasileiras. No comercial já está implícita uma critica as condições de nossas rodovias. Elas, realmente não são boas, mas o comercial poderia sair por outras vias e não machucar nosso orgulho.

Outro comercial, este de chocolate, tem um “locutor” que imita a voz do ex-presidente Lula, no início e em algumas partes do texto. Estranho, não?

No jornalismo acontecem coisas que poderiam ser evitadas, como a moça bonitinha que faz previsão do tempo, declamando o texto como se estivesse na festinha da turma na escolinha municipal. Um repórter foi fazer cobertura de inundação, levou ao seu lado, num barco, uma moradora local atingida pelo desastre. A certa altura fez uma pergunta que sempre recebe resposta óbvia, por que só assim pode ser. Disse o jovem jornalista: o que a senhora sente ao ver sua casa sob as águas? Não se sabe se ele esperava que ela dissesse que se sentia bem ou chorasse na frente das câmeras. Uma moça, bonitinha, que desempenha o papel de “Âncora” na hora do almoço, deu a informação de que alguns trechos de rodovias estão interrompidos, total ou parcialmente, por causa das chuvas e avisou aos ouvintes que antes de viajar deveriam consultar, pelo telefone a Policia Rodoviária.

O objetivo do jornal na TV é informar da melhor maneira possível o telespectador, não? Pois se assim é e se o jornalista sabe quais são os pontos de perigo numa rodovia, deve informar com detalhes e tirar do cidadão a obrigação de utilizar telefone que nessas ocasiões fica congestionado.

É tempo de Copa do Mundo e a maioria fica mais tempo na frente do televisor assistindo os jogos. E para assistir com boa imagem e som, “haja paciência” como diria o mestre Galvão Bueno. Na maioria das transmissões se destacam narradores que pensam que somos todos cegos e surdos. Gritam muito e contam detalhes que a gente esta vendo no videio. “O zagueiro deu uma bicicleta para afastar a bola de sua área”. “A bola passou raspando o travessão”. A gente vê, mas parece que ele não acredita e narra como se ninguém tivesse visto. Comentaristas, grande parte deles, ex-jogadores de futebol, falam como o Conselheiro Acácio; só dizem o óbvio. Um jornalista escreveu num jornal de São Paulo um comentário sobre o tema, narradores de futebol, onde sugere que a melhor maneira para assistir jogos pela TV e tirar o som. Será?

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