COMEÇA INTERCOM

De 6 a 9 deste mês acontece no Distrito Federal o XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, tendo como sede a Universidade de Brasília, UNB. O tema central é o Estado e a Comunicação.
Da redação

A promotora do evento, a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, INTERCOM, pretende analisar as relações entre o Estado e os processos de comunicação, sobretudo aqueles mediados por tecnologias avançadas. É intenção também da entidade discutir políticas democráticas de comunicação que possam envolver tanto o Estado como diversos setores da sociedade, entre eles a Universidade.

No dia 8, sexta-feira, o jornalista Ricardo Medeiros apresenta trabalho científico no congresso dentro do Núcleo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora. O artigo, “Radioteatro: entre dois amores”, trata da ficção  nos dias de hoje enquanto ferramenta utilizada em duplo sentido. Isto é, como pano de fundo para a venda de toda sorte de mercadorias dos patrocinadores de novelas ou peças completas e como um elemento divulgador de cultura, de arte, preterindo o lado mercantil. Para tais análises foram coletados exemplos de encenações radiofônicas em emissoras brasileiras, bem como em estações de rádio da Inglaterra e da França.


Equipe de radioteatro da Guarujá de Florianópolis nos 1950.

No primeiro caso, o radioteatro como instrumento de venda, a conjugação meio de comunicação e publicidade funciona como mola propulsora para despertar, acima de tudo, na dona de casa, um interesse por determinada marca de produto em detrimento de outra ou para  conduzi-la a comprar, por exemplo,  peças de vestuário apresentadas como sedutoras e de preços acessíveis.


Ouvinte ao pé do rádio.

A segunda iniciativa visa encarar o radioteatro como forma de levar aos ouvintes às mais instigantes e interessantes viagens através da imaginação. O teatro radiofônico é visto neste caso como arte que quer colocar a serviço do público, sem fins lucrativos, todos os recursos tradicionais da dramaturgia, através de roteiros originais ou adaptados, mesclados com a interpretação dos atores, além das trilhas musicais e efeitos sonoros. Com este espírito as encenações pelas ondas sonoras ganham importância como difusor de cultura, principalmente para as populações mais desfavorecidas, que em pleno século 21 ainda não têm acesso à televisão, bem como  para deficientes  visuais que possuem o rádio como uma das únicas fontes de lazer e informação. O radioteatro como arte pode atuar também em campanhas educativas, promoção e preservação de tradições regionais.


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