Como foi o rádio cultural pioneiro

Ora, até surgirem as primeiras emissoras potentes no Sul do Brasil, a região já ouvia Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e Montevidéu. O Sul do Brasil aprendeu a apreciar o samba e a moda de viola exportados por Rio e SP, respectivamente e aprendeu a apreciar o tango e a milonga, exportados pelo platinos.
Por Homero M. Franco

Quando surgiram as primeiras estações regionais, os programadores nem tiveram muito trabalho, era só distribuir a moda de viola ao amanhecer e ao anoitecer e o samba como música de maior categoria durante o dia.
Tarde da noite, era o tango que pegava. E quando houvesse alguma oportunidade, os artistas pioneiros, ao vivo, vinham ao rádio para executar as pouquíssimas músicas de raiz regional. Invariavelmente os artistas da região também davam preferência ou à moda de viola ou ao samba.
Um dos maiores compositores de samba foi Lupicínio Rodrigues, um porto-alegrense; e um dos maiores cantores de samba que o Brasil conheceu, nasceu em Uruguaiana: Nelson Gonçalves.
Os artistas de raiz sulina eram escassos. Tio Bilia foi o maior nome no Rio Grande do Sul (gaita de botão) e um pouco mais tarde, Pedro Raymundo (catarinense de Imaruí). Começou a aparecer em Porto Alegre e depois foi aplaudido nacionalmente, fazendo contraponto para Luiz Gonzaga, o rei do baião.
Por influência de São Paulo, o Brasil conheceu Teixeirinha e Meri Terezinha, um duo cantando temas sulinos, porem com toda a roupagem caipira, muito bem recebido pelas periferias urbanas.
 


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Por Homero M. Franco

Radialista, jornalista e escritor, nasceu em Ijuí/RS e iniciou em rádio em 1957 em Três Passos, também no Rio Grande do Sul. Autor do livro Raízes da América Gaúcha é compositor-letrista com mais de 50 composições gravadas. É tricampeão da Sapecada da Canção Nativa de Lages/SC. Reside em Florianópolis.
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