Como você quer que eu te ame

Desde que li o livro, As Cinco Linguagens do Amor de Gary Chapman, passei a pensar de maneira diferente sobre as coisas que agradam não a mim, mas aos outros, sobretudo, minha esposa.

sacadaÉ fácil ler, simples de comentar, agora, colocar em prática é o desafio em que reside um segredo onde muitos casais se confrontam em como agradar um ao outro, isso é, quando há esse interesse. Depois que li o livro imaginei e ilustro de maneira simples:

Imagine a amiga leitora (o), que eu saiba fazer uma lasanha como ninguém. Minha lasanha arranca elogios de todos. Um dia recebo em minha casa um amigo que é louco por churrasco. E lá apareço eu com minha deliciosa lasanha. O amigo come, gosta e elogia com sinceridade, mas, diga-se a verdade, se eu tivesse preparado um bom churrasco, seu prato preferido, ele teria ficado bem mais satisfeito. Simples: Se tivesse feito o churrasco teria feito o melhor para a outra pessoa e não aquilo que eu sei fazer de melhor.

Ouvir é um grande segredo em si. Ouvindo descobrimos coisas valiosas. Verdadeiros tesouros, ou “dívidas” antigas são descobertas quando cavamos a fundo usando plenamente nossos ouvidos e atenção. Tem sido assim na produção dos meus livros e crônicas.

Bem, vamos ao livro de Chapman. Ele aborda basicamente cinco linguagens ou maneiras de amar ou ainda de demonstrar amor.

Gary Chapman acredita que em todos os relacionamentos ou na maioria deles nós deveríamos descobrir o que o cônjuge mais gosta e aprecia, e não aquilo que nós sabemos fazer de melhor, (lembra o exemplo da lasanha e do churrasco? Foi o que me veio à mente quando comecei a pensar no assunto).

1 – Há pessoas que precisam de palavras de afirmação, elogios.
2 – Tem os que gostam de tempo de qualidade, tempo esse ao lado de quem se ama.
3 – Existem também os apreciam muito receber presentes.
4 – Ainda temos aqueles que preferem maneiras de servir, é assim que demonstram seu amor.
5 – Claro os que gostam do toque físico. Deveria ser natural conhecermos ou então avaliar não onde nós no enquadramos nessas linguagens de amor, mas sim nosso cônjuge. Em qual delas meu marido ou minha esposa se encaixa? Conseguiu identificar em quais dessas seu cônjuge se enquadra? Pensou em si mesmo? Agora é partir para o esforço e colocar em prática.

Não quer dizer abrir mão de gosto pessoal, quer dizer ser altruísta. Estar disposto a agradar o seu próximo e nesse caso o nosso próximo mais próximo. Filhos serão sempre filhos, pais serão sempre pais, mas nossa esposa ou marido nós escolhemos de livre e espontânea vontade e é ele ou ela que ficará conosco nos momentos felizes e possivelmente nos mais difíceis.

Há uns seis anos quando li o livro identifiquei prontamente que minha esposa tem como primeira linguagem, ou sua necessidade o tempo de qualidade. Que desafio para alguém cheio de atividades como eu. Jornalismo, o que inclui jornais, Caros Ouvintes, rádio, livros, barbearia e muitas outras atividades. Responsabilidades que foram surgindo e eu abraçando. É tão fácil falar de amor. Parece tão simples dizer palavras bonitas. Fazer promessas de que vou melhorar.

Na verdade não é tão simples falar de amor em sua plenitude e mais ainda demonstrar e viver esse amor à altura não do que nós sentimos, mas do que nosso cônjuge sente, o que ele ou ela precisa, o que quer, o que sonha. Dar um presente que é desejado torna a pessoa feliz. Imagino quando esse presente preenche uma necessidade emocional, um desejo calado, mas que podemos descobrir.

Seja com uma pergunta ao ouvido, ou com um verdadeiro olhar, podemos perguntar até em silêncio: Como posso te amar? Daí para frente nos entregarmos a um sentimento que poucos têm cujo segredo consiste no saber a maneira certa de amar, a maneira em que a amada ou o amado realmente deseja ser amado.

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