Companhia Telefônica de Bagé

Em 12 de dezembro de 1901 Juan Ganzo Fernandez inaugurou oficialmente a Companhia Telefônica de Bagé, tendo assinado contrato com a Intendência para explorar a rede telefônica da cidade. Transferindo-se para Porto Alegre, fez parte da empresa da qual nasceu a Cia. Telefônica Rio-grandense. Em 1918, essa empresa comprou a firma de Emílio Guilayn, responsável pela Luz Elétrica em Bagé, com a qual ficou por dois anos. Em 1927, transferiu o acervo da empresa à Internacional Telegraph e Telefon, ficando como diretor até 1940, quando se mudou para Santa Catarina, ali falecendo em dois de abril de 1957, aos 85 anos de idade, depois de ter criado a Cia. Telefônica Catarinense. Juan Ganzo Fernandez era proprietário de um prédio construído por volta de 1890, em Bagé, onde residiu. Na Revolução Federalista, a casa sofreu danos e, após o término da guerra, o engenheiro Ganzo a reformou e trouxe da Itália um artista para realizar as pinturas internas da residência. As pinturas existentes no interior da residência foram pintadas por Martins Lins, o mesmo que pintou o teto da Matriz de São Sebastião por volta de 1900. A casa era adornada com dois leões e duas leoas. Morou também na casa o filho do engenheiro Juan Ganzo Fernandez, João Carlos Ganzo, que veio para Bagé em 1917, para implantar melhoramentos na telefônica.  Em 1926 a casa foi vendida ao Dr. Oscar Salis, farmacêutico e também vereador nas legislaturas de 1914-1917 e 1921-1925. O prédio foi herdado pelo seu filho, o médico Dr. Oscar Salis Filho. Atualmente é de propriedade dos descendentes de Oscar Salis Filho.

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