Computadores cognitivos ainda não substituem médicos

MILTON – Bom dia, Ethevaldo, como vai?

ETHEVALDO: Bom dia, Milton, bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

MILTON – Ethevaldo, hoje é sexta-feira, dia de falarmos sobre o futuro e você prometeu falar sobre o futuro do computador cognitivo na Medicina.

ETHEVALDO – Vamos lá, Milton. O primeiro computador cognitivo do mundo é o Watson, da IBM, que já nos possibilita as mais bem sucedidas aplicações de inteligência artificial na Medicina. Esse supercomputador supera tudo que conhecíamos até aqui nesse campo, Milton.

MILTON – Mas a ideia não é substituir o médico pelo computador, não?

ETHEVALDO: Absolutamente, não, Milton. O Watson será sempre um assistente ou auxiliar extraordinário do médico, principalmente dos especialistas.

Nenhum médico consegue memorizar mais do que 20% dos sintomas de todas as doenças de sua especialidade. Já o computador pode armazenar praticamente e oferecer a qualquer momento 100% de informações sobre as características de cada doença para o médico. Além de ajudar no diagnóstico, o computador cognitivo pode dar toda a assistência com sugestões sobre o tratamento.

MILTON – E como funciona esse supercomputador?

ETHEVALDO – O que caracteriza o computador cognitivo Watson é a combinação de três capacidades:

• Primeira: Ele é um computador que fala e entende a linguagem humana, isto é, ele utiliza o processamento em linguagem natural.

• Segunda: o Watson levanta hipóteses e avalia situações. Essa forma básica de raciocínio é feita pela aplicação das técnicas de análise avançada que comparam e avaliam um conjunto de respostas baseadas numa única evidência relevante.

• Terceira: o Watson aprende. Na realidade, sua aprendizagem baseada na evidência – que se aprimora a partir dos resultados e se aprimora cada vez com cada repetição e interação.

MILTON – E qual é o futuro de um supercomputador como o Watson?

ETHEVALDO: Essa máquina e suas sucessoras serão cada vez mais especializadas e inteligentes, e já começam a ser utilizadas em diversas áreas além da Medicina – como economia, finanças, engenharia, meteorologia, pesquisas científicas, projeções estatísticas e muitas outras áreas.

Mas, como o Watson, esses supercomputadores cognitivos sempre atuarão como auxiliares do médico ou dos profissionais e pesquisadores. Nesses campos, eles nunca substituirão o homem.

Por fim, uma boa notícia para o Brasil, Milton: a IBM decidiu instalar um centro de pesquisas de computação cognitiva em São Paulo, segundo me disse o presidente da empresa, Rodrigo Kede.

MILTON – Até segunda

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